Governo libanês quer desarmar Hezbollah, que promete reagir
As tensões estão altas no Líbano antes da discussão do governo amanhã (terça, 5/ago) sobre o desarmamento do Hezbollah.
Amanhã, espera-se que o governo tome uma decisão oficial sobre o desarmamento do Hezbollah, o que permitiria ao Conselho de Defesa Militar do Líbano tomar medidas concretas para implementar a questão.
O Hezbollah ainda faz parte do governo, e seus ministros votarão sobre a posição oficial.
Mahmoud Qamati, parlamentar libanês que representa o Hezbollah, está ameaçando que, se a decisão do governo de amanhã “não respeitar a resistência e suas armas”, ela ficará apenas no papel.
Ele enfatiza que as armas do Hezbollah são destinadas a lidar com “ameaças externas” e, portanto, o governo deve tomar uma decisão consciente.
Hoje, um dia antes da reunião do governo no Líbano, os libaneses estão marcando o quinto aniversário da explosão no porto de Beirute, na qual mais de 200 pessoas morreram e cerca de 7.000 ficaram feridas.
Segundo muitos no Líbano, a responsabilidade pela explosão recai sobre o Hezbollah, que armazenava combustível líquido de seus mísseis de longo alcance no subsolo do porto de forma totalmente ilegal e num local “escudo” que nunca seria atacado. Reforça a tese, o fato de nenhum míssil de médio ou longo alcance ter sido disparado contra Israel na última guerra.
A comissão investigativa sobre o caso ainda não concluiu seu trabalho, mesmo após cinco anos, devido à pressão do Hezbollah.
Lideranças do Hezbollah estão ameaçando com conflitos internos caso o governo exija o seu desarmamento. E isso é algo que está para acontecer desde o início do cessar fogo com Israel. mas o Hezbollah nunca conseguiu implementar, ou nunca decidiu implementar. No enterro de Nasrallah, afirmava-se que tinha sido uma oportunidade para importara via voos comerciais normais, cerca de 20.000 combatentes do Iraque e Iémen, principalmente, mas o governo libanês nunca afirmou isso e os números verdadeiros de passageiros e voos que entraram e depois saíram de Beirute não são públicos.
Imagem: soldados do Hezbollah fardados, mascarados e armados no Líbano, foto de divulgação do IDF.

