Queda acentuada na imigração para Israel em 2025
Queda acentuada na imigração para Israel em 2025, apesar do aumento de chegadas de países ocidentais.
Em 2025, Israel registrou uma redução significativa no número de novos imigrantes (aliá), totalizando 21.900 pessoas, segundo dados do Ministério da Imigração e Absorção. Isso representa uma queda de aproximadamente um terço em relação aos números do ano anterior, principalmente devido à drástica diminuição nas chegadas da Rússia. No entanto, a imigração proveniente de países ocidentais cresceu de forma notável, impulsionada pelo aumento global do antissemitismo, incluindo ataques terroristas de alto perfil contra alvos judaicos, como o atentado no Yom Kipur em uma sinagoga em Manchester e o massacre em um evento de Chanucá em Sydney, na Austrália.
O impacto da redução nas chegadas da Rússia
Como ocorre desde os anos 1990, a Rússia continuou sendo o país com o maior número de imigrantes para Israel, mas com apenas 8.300 chegadas em 2025. Esse número representa uma queda de 57% em comparação com os 19.500 de 2024 e uma fração dos 74.000 que chegaram em 2022, logo após a invasão russa à Ucrânia. Demógrafos apontam que a maior parte da variação dramática na imigração israelense desde 2022 está ligada ao pico inicial daquela guerra e à subsequente redução.
Excluindo os imigrantes russos, o cenário é bem diferente: 13.600 imigrantes não russos chegaram em 2025, um aumento de 23,6% em relação aos cerca de 11.000 de 2024 e de 81% comparado aos 7.500 de 2023.
Aumento expressivo da aliá ocidental
Em meio ao crescimento do antissemitismo em todo o mundo, a imigração de países ocidentais registrou altas significativas:
– Dos Estados Unidos: 3.500 imigrantes, um aumento de 5% em relação ao ano anterior e de 30% comparado a 2023.
– Da França: 3.300 imigrantes, alta de 45% em comparação com os 2.200 de 2024.
– Do Reino Unido: 840 imigrantes, crescimento de 19%.
– Do Canadá: 420 imigrantes.
– Da África do Sul: 220 imigrantes.
– Da Austrália: 180 imigrantes.
Dados da organização Nefesh B’Nefesh, que facilita a imigração da América do Norte, indicam que a aliá norte-americana total cresceu cerca de 12% em 2025, alcançando 4.150 pessoas — um dos maiores números nos 23 anos de história da organização.
Cerca de um terço dos novos imigrantes em 2025 tinha entre 18 e 35 anos, destacando uma tendência de imigrantes mais jovens vindo do Ocidente.
Interesse futuro e iniciativas governamentais
De acordo com a Agência Judaica, cerca de 30.000 judeus ao redor do mundo abriram processos de imigração em 2025, com aumentos expressivos no Reino Unido e na Austrália. O processo completo de aliá geralmente leva cerca de 18 meses. Mais de 20.000 pessoas participaram de feiras de imigração organizadas ao longo do ano, incluindo mais de 13.000 apenas na França.
O governo israelense tem implementado medidas para incentivar a aliá, como simulações para chegadas em massa, planos de emprego, isenção de imposto de renda para imigrantes de 2026, um programa de integração de NIS 170 milhões (cerca de US$ 46,4 milhões), agilização no reconhecimento de diplomas profissionais e incentivos para judeus com habilidades demandadas.
Além disso, espera-se que aproximadamente 1.200 membros da comunidade Bnei Menashe, da Índia, façam aliá em 2026.
Contexto de migração líquida
Embora a aliá ocidental esteja em ascensão, o balanço migratório continua desafiador. Em 2024, 82.700 israelenses deixaram o país — cerca de 50.000 a mais do que os que imigraram —, e a tendência deve se manter em 2025.
Os números de 2025 refletem uma transição na composição da aliá israelense: menos dependente de fluxos temporários ligados a crises no Leste Europeu e mais ancorada em motivações ideológicas e de segurança das comunidades judaicas ocidentais. Apesar da queda geral, o aumento no interesse de judeus do Ocidente sugere que o antissemitismo global continua sendo um fator impulsionador importante para o retorno ao lar judaico.
Imagem ilustrativa exclusiva Menorah Brasil, por IA.

