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Vergonha em Veneza é aplaudida por 25 minutos

NAZA é um filme de ficção científica realizado por uma dupla de cineastas “israelenses (por enquanto)” que encontrou um nicho para a fama e sucesso. Nicho conhecido por muitos judeus da esquerda judaica. Se você for um judeu anti-Israel será carregado nos ombros por todos os antissemitas.

A foto que abre este artigo, não é de Veneza de dias atrás. São os mesmo traidores do povo judeu recebendo o Oscar 2025 de melhor documentário pelo “No Other Land” no palco durante a 97ª edição do Oscar, realizada no Dolby Theatre em 2 de março de 2025, em Hollywood, Califórnia. Na foto, Rachel Szor, Hamdan Ballal, Basel Adra e Yuval Abraham. Uma produção palestino-judaica. Eles se definem como “um coletivo palestino-israelense de quatro ativistas no que eles descrevem como um ato de resistência no caminho para a justiça durante o conflito em curso na região”. A justiça é o Estado Único palestinos sem qualquer judeu vivo por lá, inclusive Rachel e Yuval. Pela verdade este documentário venceu 24 premiações internacionais.

Yuval Abraham é um antigo hostilizador de soldados das FDI na Judeia e Samária, daqueles que enfiam a câmera na cara dos soldados, na esperança de ser agredido e conseguir imagens, melhores, isto é, piores. Ele é só de um palestino que possui uma ONG na Europa destinada a levantar fundos para o Hamas e considerada como terrorista desde 2015. Então Yuval é um judeu do Hamas, apenas isso.

Naza (נז”א ou NAZA), que é o acrônimo militar israelense para נזק אגבי (nezek agavi = dano incidental/colateral). No jargão militar israelense (especialmente em contextos de planejamento de ataques aéreos), usa-se o acrônimo נז”א / NAZA a partir de nezek agavi. O que caiu como um luva para dar imediatamente a noção de “NAZI” à Israel.

NAZA é uma ficção científica baseada no depoimento de 24 pessoas apresentadas como “soldados” de uma unidade especial e secreta das FDI, que responderia direto ao primeiro-ministro. As entrevistas com eles foram realizadas no terraço escuro para “proteger” as identidades deles e as vozes foram abertamente alteradas por IA, também como proteção. Ou seja, os 24 podem ser qualquer pessoa com o texto bem roteirizado. Uma coisa que é muito estranha nos depoimentos é que o texto e a fala são perfeitas, ninguém gagueja, ou exita em responder, não parece existir receio de falar o que está dizendo.

Isso me lembrou muito O Lupanar, do século 19, onde o autor, um professor de catequese do Colégio Militar desvenda a prostituição no Rio de Janeiro, culpando os judeus é claro, que ela chama de “povo fezes”. Diz ele, no inicio dos anos 1890 ser difícil conversar com os judeus, pois eles mal conseguiam falar português, ao passo que publica uma carta atribuída a uma prostituta judia em 1872, onde a gramática dela era tão boa quanto a dele. Acredita nesta merda quem pretende acreditar.

NAZA é um libelo de sangue, uma calúnia contra as Forças de Defesa de Israel, inventando uma IA que localizava alvos legítimos para serem abatidos e não se importava com os efeitos colaterais, de quantas crianças iriam ser mortas para atingir o alvo. Isso, acusando o único exército que minimiza a morte de civis, que avisa o prédio que será atingido, minutos antes, que desvia bombas guiadas antes do impacto se houver civis visíveis junto ao alvo. As FDI agem de forma inversa a que os caluniadores filmaram.

Rachel e Yuval vem do mesmo segmento da esquerda judaica radical em Israel que já acusou os soldados de atirarem em crianças por esporte, que acusou os soldados de serem racistas PORQUE NÃO ESTUPRAM MULHERES PALESTINAS, que inventou que Israel usava bombas genéticas que só matavam árabes e que para explicar a enorme diferença entre o número de mortos divulgados pelo “ministério da saúde de Gaza” e o número de corpos, que Israel usava armas que faziam as pessoas desaparecerem, armas desintegradoras. Agora é uma IA matadora de crianças que os soldados adoravam usar.

NAZA chega ao extremo de inventar que num ataque, para eliminar um alvo a IA e os soldados denunciantes, mataram 500 pesssoas. Número curiosamente igual ao libelo de que Israel teria destruído um hospital matando 500 pessoas, quando o que aconteceu foi um míssil do próprio Hamas atingir o estacionamento do hospital, nem chegando a quebrar os vidros das janelas.

Tudo que os muçulmanos fazem, fizeram, ou pretendem fazer, de atrocidades é irrelevado, muitas vezes sendo definido como “propaganda sionista”, já qualquer mentira sobre os judeus é aplaudida de pé. E neste momento em que estamos. Mas existem reações.

Forças de Defesa de Israel (IDF) mensagem oficial

O Chefe do Estado-Maior Geral, Tenente-General Eyal Zamir, realizou hoje (segunda-feira) uma reunião de consulta sobre o filme “NAZA”, com a participação do Vice-Chefe do Estado-Maior Geral, Major-General Tamir Yadai; do Chefe da Diretoria de Operações, Major-General Itzik Cohen; do Procurador-Geral Militar, Major-General Itai Ofir; do Comandante da Força Aérea de Israel, Major-General Omer Tishler; o Comandante da Unidade 8200, o General de Brigada A.; o Porta-voz das Forças de Defesa de Israel, o General de Brigada Effie Defrin; e outros comandantes.

O Chefe do Estado-Maior afirmou que o filme constitui uma tentativa deliberada de minar a legitimidade das Forças de Defesa de Israel (IDF) e do Estado de Israel.

Ele afirmou ainda que as IDF operam de acordo com o direito internacional, o código de ética e os valores das IDF, e estão na vanguarda dos esforços para mitigar os danos a civis não envolvidos, mantendo uma proporção significativamente menor de vítimas civis em relação aos terroristas do que a de outras forças armadas ao redor do mundo.

Trechos das declarações do Chefe do Estado-Maior, Tenente-General Eyal Zamir:

“Com base no que foi publicado até o momento, este não é um filme que ofereça críticas às FDI, nem uma tentativa de estabelecer a verdade. Ele se baseia em calúnias de sangue, distorções deliberadas da realidade e acusações graves e falsas contra soldados e comandantes das FDI.

Trata-se de um ataque ao Estado de Israel, não apenas às Forças de Defesa de Israel. O filme adota as narrativas daqueles que odeiam Israel, difama nossos soldados e comandantes e busca retratar as Forças de Defesa de Israel como agindo deliberadamente de forma ilegal. Essa é uma tentativa perigosa de negar-nos a legitimidade de nos defendermos contra os piores de nossos inimigos — e, ao fazer isso, colocar os soldados e comandantes das Forças de Defesa de Israel em risco real.

Não permitiremos que os soldados das IDF sejam transformados em alvos por meio de mentiras e calúnias de sangue. Tal tentativa deve ser combatida de forma decisiva, utilizando todas as ferramentas à nossa disposição — jurídicas, de comando e de diplomacia pública.”

O Chefe do Estado-Maior General enfatizou a necessidade de um amplo esforço de diplomacia pública nacional e internacional, em cooperação com o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Justiça, a Diretoria Nacional de Diplomacia Pública e outros órgãos relevantes.

Ao final da discussão, o Chefe do Estado-Maior Geral determinou que uma série de medidas fosse tomada:

– Será criada uma equipe interinstitucional e multidisciplinar, liderada pelo Chefe da Diretoria de Planejamento, para formular linhas de ação e ferramentas para lidar com falsas alegações contra as Forças de Defesa de Israel (IDF) e seus soldados, em cooperação com especialistas de Israel e de todo o mundo.

– O Chefe do Estado-Maior instruiu o Procurador-Geral Militar a examinar e levar adiante possíveis medidas legais relativas ao filme e aos envolvidos nele, inclusive à luz da divulgação de alegações falsas contra soldados das FDI e das possíveis implicações para sua segurança pessoal e para a segurança nacional de Israel.

– Serão examinados os aspectos de segurança da informação e o possível envolvimento de indivíduos na divulgação não autorizada de materiais confidenciais utilizados na produção do filme.

O Chefe do Estado-Maior General enfatizou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) utilizarão todos os meios à sua disposição para proteger seus soldados, comandantes e tropas de combate, bem como a reputação das Forças de Defesa de Israel.

Alejandro Piñeiro, ex-embaixador da Argentina junto à IHRA – o grupo de trabalho internacional da ONU para a memória do Holocausto: “Quando eu atuava como embaixador da Argentina junto à IHRA, me perguntaram se uma pessoa judia pode ser antissemita. Mantenho minha resposta: qualquer pessoa que faça uma declaração antissemita ou cometa um ato antissemita é antissemita. Israel é a única democracia estável e consolidada que protege os valores morais do Ocidente na região mais complexa do mundo.”

Existem já várias propostas politicas para remover a cidadania israelense de Rachel e Yuval. Existe a liberdade de expressão, mas também existem as leis de guerra e um cidadão que favorece o inimigo e assalta seu próprio exército para destruir sua imagem, em diversos outros países já teria sido fuzilado ou enforcado. Mas em Israel se discute se se deve ou não remover suas cidadanias. Eles podem se tornarem palestinos. Não tem problema algum. Seriam mais honestos.

Para a esquerda judaica em Israel são heróis. Vários analistas políticos, inclusive da esquerda estão afirmando que o NAZA pode ter sido um tiro no pé, carreando milhares de votos para o Likud.

E existe outra coisa. Enquanto NAZA está restrito ao seu público específico, gente que quer assistir exatamente aquilo, a temporada 5 de Fauda está fazendo sucesso no mundo inteiro, e levando pela primeira vez, uma pequena noção do que foi o 7 de outubro para pessoas que nunca tinham visto nada sobre aquele dia terrível.

Fauda é mais eficiente que NAZA, não tenha dúvida.

Por José Roitberg – jornalista e pesquisador

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.