Críticas horríveis a Israel e ao governo Netanyahu hoje na ONU
Na abertura do Debate Geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, vários líderes usaram a tribuna para criticar duramente as ações de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada. O tema dominou boa parte das intervenções do primeiro dia (22 de setembro de 2026), com acusações de genocídio, denúncias de violência de colonos e apelos por uma solução de dois Estados. Brasil, Turquia e Catar foram particularmente incisivos; a França adotou tom mais moderado, mas também criticou a situação humanitária e as violações na Cisjordânia.
Brasil – Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente brasileiro, que tradicionalmente abre o debate, classificou explicitamente as ações do governo de Benjamin Netanyahu como genocídio. Declarou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”. Ao mesmo tempo, condenou os atos terroristas do Hamas de 7 de outubro, afirmando que “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”.
Depois de anos, Lula mantém irredutível a retórica e narrativa de que os judeus de Israel matam só mulheres e crianças e só vai dizer que mais de 35 mil dos mortos eram homens muçulmanos sunitas, radicais combatentes, armados até os dentes, quando… Nunca! Nunca vai dizer isso. Para ele, judeus são covardes matadores de mulheres e crianças e o Hamas não é um grupo terrorista.
Lula criticou ainda a expansão dos assentamentos ilegais na Cisjordânia, que, segundo ele, tornam “cada vez menos viável” a solução de dois Estados. Defendeu a relatora especial da ONU Francesca Albanese, afirmando que ela “não pode ser silenciada por dizer a verdade”, e condenou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional. O discurso misturou críticas a Israel com condenação ao Hamas e apelos à diplomacia.
Lula, aí foi pela definição de cartilha marxista sobre narrativa: as mentiras da maior antissemita encastelada na ONU são a verdade! Dificilmente se poderia esperar um antissemitismo mais explícito que este. Quando alguém defende que o discurso antissemita é “a verdade”, “pravda”, está sendo mais antissemita que a autora das calúnias.
Mas o presidente do Brasil aproveitando o palanque da ONU como propaganda eleitoral gratuita foi bem mais além: ““Yasser Arafat e Rabin foram estadistas. Desafiaram o passado para projetar um futuro de paz. Foram derrotados pelo ódio”, afirmou o presidente Lula durante o discurso na Assembleia Geral.
É muito desagradável ouvir isso que não é verdade. Novamente é a questão da cartilha marxista: quem controla o presente, muda o passado para controlar o futuro. Arafat morreu por doença, não foi vitima de violência. O prêmio Nobel da Paz, compartilhado pelos dois pelos Acordos de Oslo, foi em 1994. Este acordo foi o ponto culminante na Primeira Intifada (1987-1993) que resultou na morte de de 277 israelenses, 175 civis e 102 policiais e militares. 359 palestinos, foram mortos por outros palestinos. Você consegue entender isso? Os palestinos da Fatah mataram mais palestinos que judeus na Primeira Intifada. E estes 359 são acrescentados a lista dos mortos pelos judeus.
O futuro de paz “projetado por Arafat” começa no ano 2000 com a Segunda Intifada, comanda pelo “estadista” que projetou um futuro de paz. O futuro de paz que Lula disse que viu, foram os homens bomba nas ruas de Israel e dentro dos ônibus em Israel. O Yasser Arafat amante da paz, comandou o assassinato a bomba de 773 civis israelenses, e 301 soldados e policiais. Este é o “estadista” que Lula defendeu no púlpito da ONU. Um ditadorzinho de Ramalla, assassino como Fidel, Chê, Chávez, Maduro, Ortega. Lula sempre se associa a estes ditadores, sem jamais ter conseguido ser um.
Turquia – Recep Tayyip Erdoğan
O presidente turco foi um dos mais duros. Descreveu Gaza como “o campo de concentração mais desumano e vergonhoso do nosso tempo” e afirmou que a Faixa se tornou “o maior cemitério de crianças do mundo”. Falou em “mentalidade genocida” de Israel e disse que a comunidade internacional enfrenta “uma mentalidade genocida que nunca se cansa de matar”.
Erdoğan também denunciou a violência de colonos na Cisjordânia, restrições de acesso a locais sagrados em Jerusalém e tentativas de minar a UNRWA. Criticou a incapacidade da ONU de agir e repetiu seu slogan de reforma do Conselho de Segurança (“o mundo é maior do que cinco”). A delegação israelense abandonou a sala durante o discurso.
O país que matou mais de um milhão e meio de cristãos armênios, na Turquia, Armênia e Síria e não reconhece o genocídio, vê na guerra de Gaza um genocídio que não existe. A questão aqui não é política: os mulçumanos tem o direito sagrado de matar quem eles quiserem, por Deus, e se infiéis os matarem, são todos criminosos. Esse é o resumo teológico da coisa.
Catar – Emir Tamim bin Hamad Al Thani
O emir do Catar classificou o que ocorre em Gaza como “genocídio em todos os sentidos da palavra” e “uma mancha de vergonha na consciência da humanidade”. Afirmou que “não se pode falar de uma ordem internacional justa enquanto a Palestina permanecer um ponto cego dentro dela” e que as gerações futuras se surpreenderão com a “enorme lacuna entre a escala da catástrofe e o nível da resposta internacional”.
Tamim criticou líderes israelenses por promoverem a “migração” da população de Gaza (que ele interpreta como deslocamento forçado) e condenou a agressão israelense na Cisjordânia e em países vizinhos. O discurso também abordou a crise no Golfo e a necessidade de diplomacia.
Vamos acrescentar aqui ao que foi escrito sobre Erdogam. Os muçulmanos TEM QUE imigrar ilegalmente para a Europa, MENOS OS PALESTINOS que TEM QUE FICAR ONDE ESTÃO! Entendeu?
França – Emmanuel Macron
O presidente francês, em seu que deve ser o último discurso na Assembleia como chefe de Estado, foi menos inflamado, mas igualmente crítico. Qualificou a situação em Gaza de “espetáculo que nos envergonha a todos” e questionou a credibilidade da comunidade internacional por permanecer inativa diante do bloqueio humanitário, mesmo após alegações de paz.
Macron condenou violações diárias na Cisjordânia e afirmou que a segurança de Israel depende do respeito ao direito legítimo do povo palestino de existir. Defendeu a solução de dois Estados como condição para a segurança de ambos os lados e criticou a inação diante da crise humanitária. Seu tom foi de defesa do multilateralismo e de condenação à “lei da selva”, sem usar a palavra “genocídio”.
Igualdade, liberdade e fraternidade, menos para os judeus que praticam a “lei da selva”…
E não foi só isso. Existe uma diferença entre “narrativas” e “mentiras grosseiras”. Macron cruzou a linha e muito sério e incisivo, proferiu uma das maiores mentiras já ditas num púlpito da Assembleia Geral da ONU: “O Hamas nunca operou na Judeia e Samária!” É de uma atrocidade política indigna a qualquer chefe de estado. Talvez seja bem a apropriado ao República dos Croissants (quase uma banana, né). Todos os operativos e chefes locais do Hamas que Israel já prendeu na Judeia e Samária e todos os terroristas que o Hamas publica em poster com elogios eternos após suas operação de homicídio/martírio, não existem para esse infeliz. A verdade quem determina é ele.
Outros destaques
O secretário-geral António Guterres, em discurso de despedida, alertou que a violência israelense, o deslocamento e a expansão de assentamentos na Cisjordânia estão “destruindo o caminho para a paz” e elevando o risco de “limpeza étnica”. Pediu cumprimento das ordens da Corte Internacional de Justiça e fluxo de ajuda humanitária a Gaza.

Alguém precisa lembrar, que a Corte Internacional de Justiça não tem jurisdição sobre Israel, que não é membro nem sobre os “palestinos” que não são um país. E novamente vemos, as falas bobas, burras, e degeneradas, de chefes de estado falando em Solução dos Dois Estados quando os “palestinos” nunca quiseram nada diferente de um só estado, livre de judeus.
Contexto
As críticas refletem o posicionamento de vários países do Sul Global e de nações muçulmanas, que veem a resposta israelense à ofensiva do Hamas como desproporcional e ilegal. Israel rejeita categoricamente as acusações de genocídio, afirmando que age em legítima defesa contra o Hamas e que toma precauções para evitar baixas civis, enquanto o grupo terrorista usa a população como escudo humano.
O Debate Geral continua nos dias seguintes. Os discursos de 22 de setembro reforçaram a polarização em torno do conflito e a pressão por uma solução política de dois Estados, ao mesmo tempo em que evidenciaram as limitações do sistema multilateral em impor o direito internacional.
Por José Roitberg – jornalista e pesquisador
Imagem ilustrativa produzida por IA, um grande “Kumbaya” na ONU com antissemitas felizes pregando um mundo sem Israel e de preferência sem judeus”

