Dor E Heroísmo No Limite Da Fronteira!
Estudantes transformam cintos e meias em torniquetes improvisados após explosão mortal de munição não detonada em passeio escolar perto do Líbano!
Um dia que deveria ser de aventura e descobertas se transformou em pesadelo de sangue, gritos e coragem sobrenatural. Nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, dezenas de alunos de uma excursão escolar de uma unidade religiosa do ORT, caminhavam pela região de Ramim Ridge, próximo ao Kibbutz Yiftah, a poucos metros da fronteira com o Líbano, quando o terror explodiu.
Elazar Yair Wilensky, um garoto de 9º ano descrito pelos colegas como “curioso, inteligente e obcecado por guerras, mísseis e armas” (na foto), avistou algo estranho fora da trilha. Empolgado, desceu entre as árvores e começou a explicar, com confiança e paixão, o que parecia ser parte de um míssil. “Ele mexeu, mexeu… e então explodiu”, relatou o estudante Yedidia Atia, ainda sob o impacto do incidente trágico.
A onda de choque e a chuva de estilhaços derrubaram vários jovens. Sangue por todos os lados. Pânico. Gritos. Mas o que veio a seguir foi de tirar o fôlego: os próprios adolescentes viraram socorristas de combate!
Um dos feridos, com estilhaços na perna, ligou imediatamente para o pai por vídeo. Do outro lado da tela, Dvir Klein orientava o filho, segundo a segundo, sobre como fazer um torniquete em si mesmo enquanto acionava o Exército e o Magen David Adom. “Ele me ligou na hora. Explicamos como fazer o torniquete enquanto disparávamos o alerta”, contou o pai, ainda emocionado.
Outro aluno que é voluntário na Magen David Adom e tinha feito apenas um curso básico inicial, em meio ao caos, verificou que Elazar estava sem pulso, realizou RCP nele até a chegada dos socorristas . Os demais improvisaram torniquetes com cintos, meias, o que encontrassem. “Fizemos torniquetes com cintos, com meias, com o que deu. Depois evacuaram a gente, graças a Deus”, descreveu Atia.
Quando o membro da defesa civil do Kibbutz Manara, Tamir Duadi, chegou ao local, o que viu o deixou sem palavras: “Era um grupo de jovens, crianças. Estavam sentados, segurando os amigos, cuidando deles, fazendo torniquetes. Crianças incríveis. Fizeram um trabalho fantástico até a chegada do MDA.”
O jovem Elazar não resistiu aos ferimentos. Os colegas o lembram com carinho: “Ele era muito curioso, inteligente e conhecedor. Especialmente interessado em guerras, mísseis e armas. Sabia explicar todos os detalhes.”
Ninguém os tinha alertado sobre objetos perigosos na trilha. Depois da explosão, mais munições não detonadas foram encontradas na área.
Uma tragédia que expôs a vulnerabilidade da fronteira norte… e, ao mesmo tempo, revelou a força inacreditável de um grupo de adolescentes que, em meio ao horror, salvaram vidas com as próprias mãos e o que tinham no corpo.
Heróis de 15 anos. Sangue, improvisação e coragem no limite do Líbano.
Hoje, dia 13, muitos anúncios e campanhas em Israel para ninguém mexer em destroços militares encontrados em qualquer lugar.
Entenda qual foi a bomba
Com informações oficias das FDI – BRB1 submunição de uso antipessoal e fabricação chinesa. Um foguete Grad 122 mm com ogiva cluster espalha 45 a 56 pequenas bombas destas por uma grande área. A taxa de falha é intencionalmente alta, cerca de 50% e faz parte do projeto, deixando dezenas destas bombas no terreno, visando causar vítimas posteriormente. Dependendo do ano de fabricação pode sem pretas, ou prateadas sem pintura, podem ser cilíndricas redondas ou redondas com um cone.


Não existem especificações públicas sobre o tipo de explosivo e sua quantidade na BRB1. Apesar de ser do tamanho aproximado de uma granada de mão, estima-se conter entre 50 g e 80 g de HE (Alto Explosivo), similar a uma granada de mão. A quantidade não está disponível publicamente.
A Convenção de 2008 sobre Munições Cluster, que inclui 112 estados partes e mais 12 estados que assinaram, proíbe o uso dessas armas. O Líbano é um estado parte do tratado, embora o Hezbollah não esteja formalmente vinculado a ele como um grupo armado não estatal.
É interessante notar que em momento algum das notícias oficiais dos ataques do Hezbollah ao norte de Israel foi veiculado que o Hezbollah tinha usado ogivas cluster e o grupo terrorista também não anunciou isto. Isso não está sendo dito na mídia israelense. Exceto por um artigo do dia 10/set/2026, bem recente portanto, onde está publicado que o Hezbollah usou estas ogivas nos dias 3 a 5 de março de 2026, somente. No dia 4 sabemos que o ataque foi contra o centro de Metula.
Existe um problema. A mídia israelense publicou que no início do “caminho” desta estreita estrada muito usada para passeios a pé, existe uma placa do KKL (Kerem Kayemet Le Israel – provavelmente reflorestou aquela região) recomendando que não se faça o passeio. Mas as autoridades militares da área, especificamente liberaram o passeio. Então, e a mídia israelense também não discute, o que vale mais: a placa que proíbe ou a assinatura que libera?
Por José Roitberg – jornalista e pesquisador
Imagem da vítima, com todo o respeito, cortesia da família para a mídia.
Que a alma de Elazar Yair Wilensky faça parte da Corrente Eterna da Vida.

