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Companhias aéreas começam a voltar a operar em Israel

Ontem, a americana United Airlines operou seu primeiro voo do “pós-guerra” direto de Nova Iorque com o retorno saindo de Israel, normalmente, horas depois.

Os serviços de outras empresas já têm data para voltar ao sistema. A irlandesa de baixo custo Ryanair retoma voos em 30 de março, a americana Delta Airlines retoma a linha NY-TEL no dia primeiro de abril, a Air Baltic retoma sua programação de três voos semanais para Riga, capital da Estônia, a partir do dia 2 de abril, e a British Airways reabre sua rota diária com Londres no dia 5 de abril. A American Airlines ainda não anunciou nada. Iberia, KLM, Easy Jet e Air Canada, voltam a operar apenas em junho.

Até o final de abril 50 empresas aéreas operarão em Israel e para o dia 10 de abril, devido ao feriado de Pessach, já existem 80.000 passagens vendidas, e a expectativa total para o mês é de 1,8 milhões de passageiros passando pelo aeroporto Ben Gurion, um aumento de 65% em relação a abril de 2024.

O total de passageiros já confirmados até 31 de março é de 1,4 no mês atual, 60% acima do mesmo mês do ano passado. Isso mostra uma retomada da confiança e do turismo em Israel. O antigo Terminal 1 passou por reformas de modernização e vai passar a operar 1.400 voos internacionais no mês de abril, representando 20% do total de voos do Ben Gurion: 7.000. Na imagem, o Terminal 3.

A notícia normal e simples é esta. Mas a notícia importante é que os setores de análise de riscos de todas estas empresas aéreas avaliaram que não há mais riscos de ataques de mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro, contra Israel, e não há mais expectativa de forte movimentação de aviões militares no espaço aéreo, motivo que as levou a cancelar operações.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.