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Importante esclarecimento sobre o urânio enriquecido do Irã

Muito está sendo dito e desdito sobre a capacidade iraniana de produzir uma bomba atômica. Já foi até publicado que poderiam produzir 14 bombas com urânio a 60%, o que não é verdade. Assim precisamos publicar este importante esclarecimento sobre o urânio enriquecido do Irã.
Durante o processo de enriquecimento, o urânio existe na forma de gás hexafluoreto de urânio (UF₆). Apenas nesse estado gasoso ele pode ser processado em centrífugas para aumentar os níveis de enriquecimento.

No entanto, uma vez concluído o enriquecimento, o material é frequentemente convertido do estado gasoso para sólido. Isso torna muito mais fácil armazená-lo, transportá-lo e escondê-lo.

De acordo com relatórios, durante a Operação Leão Ascendente, Israel destruiu os equipamentos usados para converter o gás de urânio enriquecido em forma sólida.

Se esses relatos forem precisos, as implicações são significativas:
• O urânio enriquecido que permanece em cilindros de UF₆ é muito mais difícil de mover com segurança.
• Sem a capacidade de conversão, transformar o material enriquecido em uma forma utilizável para armas se torna muito mais complicado.
• Isso limita a capacidade do regime de esconder ou dispersar seus estoques.

Outro fator crítico é o próprio estoque

Acredita-se que o Irã possua mais de 460 quilos de urânio altamente enriquecido a 60%. Para garantir que esse material não possa ser usado no futuro como instrumento de chantagem nuclear, Israel e os Estados Unidos estariam preparando uma operação terrestre com o objetivo de apreender esses estoques.

Em outras palavras, o esforço não se trata apenas de destruir centrífugas e instalações, mas também de garantir fisicamente o urânio enriquecido, de modo que ele não possa mais ameaçar a região ou o mundo.

Sem centrífugas não é possível implementar a fase final de enriquecimento de 60 para 90% que é o grau militar necessário para bombas atômicas.

Na Leão Ascendente, Israel também destruiu as instalações de fabricação da estrutura metálica complexa de uma bomba atômica e de fabricação do explosivo plástico especial necessário para dar início à detonação. Funcionava num edifício sinalizado a ONU como fechado e desativado no acordo nuclear assinado com o presidente Obama.

Hoje, dia 10, o consultor Republicano e ex-embaixador John Bolton, conseguiu seus 3 minutos e evidência na mídia ao declarar que o Irã está comprando um ogiva nuclear da Coreia do Norte. Notícia denegada pela Casa Branca. Vamos entender que entre ter uma ogiva e conseguir montar num míssil, lançar o míssil, o míssil não ser derrubado e a bomba explodir existem muitos problemas a serem resolvidos. Como praticamente todos os mísseis mais capazes do Irã estão sendo abatidos, se eles partirem para uma ataque nuclear é muito provável que não haja explosão. A colocação de uma ogiva norte coreana num míssil hipersônico iraniano pode ser uma tarefa de engenharia impossível. Mas não devemos duvidar da dedicação dos cientistas e engenheiros iranianos.

De fato, nem sabemos se algum dos mísseis já disparados contra Israel desde abril de 2024 e abatido, não continha uma ogiva nuclear.

por José Roitberg – jornalista e pesquisador

Imagem ilustrativa misturando o míssil com bomba atômica do final do filme A Volta ao Planeta dos Macacos (1970), com os aiatolás pedindo a Allah que ele não seja abatido no caminho. Até agora, ainda não entenderam que Allah os está punindo e não ajudando. Feito com IA.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.