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NY vai ter prefeito muçulmano xiita antissemita e mil rabinos repudiam

Uma Chamada Rabínica à Ação: Mais de 1.000 Líderes Judeus Contra o Anti-Sionismo na Política dos EUA

A política americana está a testemunhar uma crescente normalização do sentimento antissionista, e os líderes religiosos da comunidade judaica estão a reagir. Numa carta aberta poderosa, mais de 1.000 rabinos em todo o país alertaram sobre o que consideram ser uma ameaça direta à identidade e segurança judaicas na esfera política, com destaque para a retórica de certas figuras públicas.


O Alerta Rabínico

Intitulada “Um apelo rabínico à ação: Defendendo o futuro judaico”, a declaração foi organizada pelo grupo de defesa Jewish Majority (Maioria Judaica) e reúne assinaturas de rabinos de algumas das sinagogas mais influentes dos Estados Unidos. A a carta rabínica com o maior número de assinaturas na história.

A mensagem central é clara: “Não podemos permanecer em silêncio diante do crescente antissionismo e da sua normalização política em toda a nossa nação.”

Para a vasta maioria da comunidade judaica global, o Sionismo — o movimento para a autodeterminação judaica e a existência do Estado de Israel — não é uma questão política negociável, mas sim uma parte intrínseca da sua identidade e história.

O Caso Mamdani e a Retórica Política

A carta citou diretamente o candidato democrata à prefeitura de Nova Iorque, Zohran Mamdani, como um exemplo da preocupação que se instala. Os rabinos destacaram vários pontos polêmicos associados ao político, incluindo:

  • Defesa de “Globalizar a Intifada”: embora Mamdani tenha afirmado que agora “desencorajaria” a frase, a sua defesa anterior do termo, que é associado a ondas de violência e terrorismo contra Israel, gerou forte indignação. Dentro dos grupos marxistas, globalizar a Intifada vai além dos judeus e visa a destruição do capitalismo. Imaginar um defensor da destruição do capitalismo como prefeito de Nova Iorque é algo esquizofrênico.
  • Recusa em Reconhecer Israel: a sua falta de reconhecimento da existência de Israel como um Estado judeu. Mandami quer ser prefeito da cidade com a maior população judaica do mundo e simplesmente, para ele, Israel não term o direito de existir e não existe como nação. A Palestina sim, existe como nação, mesmo que não exista no terreno.
  • Acusações de Genocídio: Repetidas acusações de genocídio contra Israel na Faixa de Gaza. Infelizmente faz parte de um número cada vez maior de pessoas que usam o libelo e a calúnia contra os judeus de forma normalizada. A definição de genocídio é clara: “a intenção de eliminar um povo ou parte de um povo pelo que ele é”. Uma guerra aberta contra um grupo terrorista armado até os dentes não é genocídio. Nenhuma matança entre muçulmanos na Guerra Irã x Iraque com um milhão de mortos, na Guerra da Síria com mais de 600.000 mortos ou no Sudão com outro milhão provável é genocídio. A morte em combate de qualquer palestino, por mais que eles definam como martírio, é genocídio, se praticada por judeus.

Os rabinos argumentam que este tipo de retórica representa uma cultura que trata “a autodeterminação judaica como um ideal negociável ou a inclusão judaica como algo a ser ‘concedido'”.

O Que Está em Risco?

O comunicado sublinha que o antissionismo, quando levado ao discurso político e normalizado, representa uma ameaça direta à dignidade e segurança dos judeus em todas as cidades americanas. A preocupação é que, ao negar o direito de existência de Israel, está-se a minar a própria identidade judaica, que está profundamente ligada à sua pátria ancestral.

A mensagem para os eleitores é um chamado à mobilização democrática:

“Pedimos a todos os americanos que valorizam a paz e a igualdade que participem plenamente no processo democrático para apoiar candidatos que rejeitem a retórica antissemita e antissionista e que afirmem o direito de Israel de existir em paz e segurança.”

A carta conclui com um apelo à união, exortando todos a rejeitar a linguagem que visa deslegitimar a identidade judaica e a sua comunidade. Num momento de crescente polarização, a iniciativa dos rabinos marca um esforço significativo para traçar uma linha clara contra a incorporação de narrativas antissionistas no discurso político mainstream dos EUA.

Eleitorado Judaico de NY

Por outro lado, várias de dezenas de rabinos, talvez umas poucas centenas, se recusaram a assinar a carta alegando a separação total de “igreja e estado” nos EUA, afirmando que não podem indicar aos seus seguidores em quem votar. É claro que podem! Pastores, imams, padres e outros clérigos fazem isso o tempo todo. Por que os rabinos não poderiam?

A eleição em NY já começou com os votos antecipados. As pesquisas indicam uma vitória muito fácil para Mandami. O eleitor judeu em Nova Iorque parece que em grande parte migrou para o grupo de 40% da população judaica americana que hoje acredita que Israel comete genocídio na Faixa de Gaza.

No dia 8 de outubro de 2023 perguntávamos quem seríamos nós, quando a guerra terminasse. Ninguém poderia imaginar que os 10% tradicionais de judeus antissionistas nos EUA iriam se multiplicar para 40% que não só se tornaram antissionistas, como incorporaram o discurso de ódio do inimigo, contra Israel.

Alguns deles, vieram a público e disseram que vão votar no candidato muçulmano xiita comunista antissemita porque ele tem boas propostas na área de habitação… Diga-se que Mandami não poderia ser um xiita comunista no Irã, mas o pode ser em Nova Iorque.

No dia em que foi aberto o voto antecipado, Mandami decidiu falar pela primeira vez sobre o atentado às Torres Gêmeas de 11/set/2001. E o que ele disse foi estarrecedor. Que aquilo foi ruim para a família dele, pois uma tia já falecida não podia mais usar o hijab (o véu islâmico no metrô). Ou seja, a tia dele, coitada, e a família dele foram as vítimas. Os muçulmanos de NY foram as vítimas e não os 3.000 que morreram no World Trade Center.

E é este sujeito que vai governar a cidade, com apoio de parte do eleitorado judeu, que hoje pensa igual a ele. É uma vergonha.

por José Roitberg – jornalista e pesquisador

 

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.