O que aconteceu com os palestinos na África do Sul?
A primeira notícia sobre o destino dos palestinos na África do Sul, veio a partir de um vídeo postado pelos próprios palestinos de dentro do avião onde estavam confinados no aeroporto de Joanesburgo, dava conta de que a África do Sul tinha negado a entrada deles no país.
Rapidamente, e obviamente, foi publicado que o país que acusava Israel de ser genocida, fechava suas portas para “refugiados do tal genocídio”. Algumas horas depois foi publicado que o voo teria seguido para a Indonésia.
Tudo errado!
No dia seguinte, explicações do governo sul-africano e da autoridade de aviação israelense tinham aspectos lógicos e aspectos malucos. Então vejamos.
160 palestinos saíram da Faixa de Gaza, pelo posto de fronteira do sul, Keren Shalom, e foram levados em ônibus para o aeroporto Ramon. Segundo a autoridade israelense, lhes foi emitido visto para a África do Sul e, como não há relações diplomáticas neste momento, foram embarcados num voo charter (alugado e ainda não foi publicado quem pagou), para o Quênia, país que não exige visto. Lá chegando, mudaram para um segundo voo charter (também sem divulgação do patrocinador), para a África do Sul.
Quando aterrissaram, a autoridade de aviação e polícia federal da África do Sul simplesmente não sabiam que estava vindo um voo do Quênia, nem sobre os passageiros serem palestinos da Faixa de Gaza. Então, inicialmente (por horas), não permitiram o desembarque.
O presidente da África do Sul alegou que, além do voo não ter sido comunicado, nenhum passageiro tinha visto os passaportes palestinos. Israel disse então que os vistos hoje lá são digitais. E o presidente sulafricano disse que os vistos em seu país continuam como carimbos em papel e não há sistema digital por lá. Complicado. Parece que os dois lados estão agindo corretamente segundo suas leis e tudo dá errado para os passageiros.
Dos 160, 30 tinham visto nos passaportes para a Indonésia e foram colocados num avião para lá. Novamente não foi dito quem pagou as passagens. Os outros 130 receberam um visto de permanência temporária de 70 dias, pela lei da África do Sul. O visto pode ser renovado várias vezes, mas o presidente anti-Israel não tem a mínima intenção de ficar com 130 palestinos civis, que defende, em seu quintal.
O governo da África do Sul determinou que estes 130 vão para países que os aceitarem. Dias atrás o Hamas estava “reclamando” que nenhum país está aceitando palestinos da Faixa de Gaza e que há centenas em condição temporária no Egito, que também exige que saiam de lá.
