Retrospectiva 2025: Israel em Guerra
Retrospectiva 2025: Principais Pontos da Guerra em Israel, Gaza, Líbano e Irã, Incluindo Atos Terroristas
O ano de 2025 foi marcado por uma série de escaladas, cessar-fogos frágeis e confrontos intensos no Oriente Médio, centrados no conflito Israel-Hamas em Gaza, na tensão com o Hezbollah no Líbano e em uma breve, mas impactante, guerra direta com o Irã. Esses eventos resultaram em mais de 70.000 mortes em Gaza desde outubro de 2023 (segundo dados divulgados pelo Hamas), destruição generalizada e um aumento no terrorismo global ligado a sentimentos antissemitas.
Sobre o número de mortos na Faixa de Gaza, é preciso lembrar que NENHUM residente lá morreu por doença ou morte natural desde 7 de outubro de 2023!!! Só há mortos vítimas de Israel! É uma das questões mágicas de Gaza: não há mortalidade infantil, não há problemas cardíacos, não há acidentes, não há morte súbita, não há doenças genéticas ou degenerativas, não há derrames nem aneurismas, e não há câncer. Existem apenas “assassinos terroristas judeus”. Antes da guerra, a mortalidade normal em Gaza era de 11.000 pessoas por ano. Portanto, pode-se estimar que entre 20.000 e 22.000 mortes das 70 mil foram de causas naturais, compiladas como vítimas de guerra. Outros 25 mil foram combatentes do Hamas, que são listados como civis. Nenhuma lista oficial de mortos do Hamas traz combatentes: apenas civis. Ainda que cada um deles seja divulgado nas mídias sociais como um mártir, com seu uniforme, com suas armas, com suas ações de combate, o mundo prefere comprar a propaganda de guerra de que são civis, a ponto do presidente Lula ter repetido, algumas vezes, inclusive em púlpito da ONU, que Israel combate apenas “mulheres e crianças”.
Existe outro ponto perverso. Todos os homens em Gaza até 21 anos de idade mortos em combate ou fora de combate, são listados como crianças (por serem considerados menores de idade lá por eles). E como a narrativa é para demonizar os judeus, ninguém publica que os terroristas do Hamas são, em sua maioria, “crianças”, um exército de crianças. São adultos fardados em armas, que, quando mortos, são anotados como crianças.
Abaixo, uma linha do tempo cronológica dos principais pontos.
Janeiro a Março: Cessar-Fogo Inicial em Gaza e Tensões no Líbano
19 de janeiro: Israel e Hamas assinam um acordo de cessar-fogo em Gaza, mediado pelos EUA, Egito e Catar, efetivo a partir dessa data. Isso marca uma pausa após mais de um ano de guerra, com termos incluindo troca de reféns e redução de
Israel mantém presença militar no sul do Líbano além do prazo de 60 dias estipulado em acordos anteriores, citando falhas na implementação pela parte libanesa.
22 de março: Israel reinicia operações em Gaza, alegando violações do cessar-fogo por parte do Hamas. Avaliações indicam que o acordo era visto como uma “derrota” para Israel, levando à retomada de bombardeios e incursões. No Líbano, Israel continua ataques aéreos contra o Hezbollah, enquanto o grupo responde com foguetes limitados. O Iêmen (Houthis) inicia “cerco” ao aeroporto Ben Gurion com mísseis diários, interrompendo voos.
Abril a Maio: Escalada em Múltiplas Frentes
Israel realiza 8.332 ataques em Gaza e Cisjordânia até dezembro, com foco em operações contra o Hamas.
16 de maio: Início da ofensiva israelense em Gaza, durando até 19 de agosto, com intensos bombardeios e combates terrestres. O Hamas atua com emboscadas, snipers e dispositivos explosivos. No Líbano, 1.653 ataques israelenses registrados até dezembro, incluindo destruição extensiva de instalações do Hezbollah no sul do país.
EUA e Houthis assinam trégua, mas enrtada do Mar Vermelho permanece conturbada.
Junho: A Guerra de 12 Dias entre Israel e Irã
Início de junho: Israel lança ataques aéreos extensivos contra instalações nucleares e militares iranianas, com apoio dos EUA. Isso desencadeia a “Guerra de 12 Dias”, alterando o equilíbrio estratégico na região.
15 de junho: Mísseis iranianos atingem edifícios residenciais no norte de Israel. O conflito resulta em humilhação para o Irã, que perde capacidades militares significativas, mas começa a reconstruir com apoio russo e chinês.
Israel também ataca Síria, Iêmen e Líbano simultaneamente, consolidando domínio regional: decapitação do Hezbollah, ocupação do sul do Líbano e mais do Golã.
Julho a Setembro: Invasões e Ofensivas
Julho: Israel invade o sul do Líbano, bombardeia Síria e Iêmen. Ataques incluem eliminação do primeiro-ministro iemenita e bombardeios em Qatar (setembro).
20 de agosto: Nova ofensiva em Gaza até 2 de outubro, com Israel controlando 60% do território, mas enfrentando resistência contínua. No Líbano, batalhas em Khiam e Bint Jbeil.
Outubro a Dezembro: Cessar-Fogos Parciais e Tensões Persistentes
Outubro: Novo cessar-fogo Israel-Hamas em Gaza, mas violações continuam. Israel prepara bombardeios intensos no Líbano contra rearmamento do Hezbollah.
27 de outubro a novembro: Operações israelenses no Líbano matam operativos do Hezbollah. Cessar-fogo no Líbano completa quase um ano, mas sob tensão.
Do início de outubro até o início de novembro, Israel recebe todos os reféns vivos e todos os corpos mantidos reféns pelo Hamas, menos um, e a primeira fase do acordo para por fim à guerra ainda não terminou. Era esperado que durasse 10 a 15 dias e já são 3 meses. A segunda fase prevê o desarmamento do Hamas, que ele já deixou claro, publicamente várias vezes, que não o fará.
Dezembro: Sem cessar-fogo no Natal; ataques limitados continuam em Gaza, Líbano e Síria.
Irã reconstrói mísseis; Israel considera novos ataques preventivos.
Israel declara que não sairá da Síria; bombardeios diários e patrulhas geram raiva popular entre os sírios.
Detalhes da Guerra dos 12 Dias entre Israel e Irã em 2025
A Guerra dos 12 Dias, também conhecida como Conflito Israel-Irã de junho de 2025, ocorreu entre 13 e 24 de junho de 2025. Iniciou-se com ataques aéreos surpresa de Israel contra instalações nucleares, militares e de infraestrutura iranianas, com apoio de operações de sabotagem do Mossad. O Irã retaliou com barragens de mísseis e drones contra cidades e alvos militares israelenses. Os Estados Unidos se juntaram aos ataques israelenses em, visando instalações nucleares iranianas. O conflito terminou com um cessar-fogo mediado pelos EUA em 24 de junho, após violações iniciais. O confronto resultou em danos significativos ao programa nuclear iraniano (atrasado em 1-2 anos, segundo algumas avaliações e 10 anos segndo outras), destruição de infraestrutura e um alto custo humanitário, com evacuações em massa em ambos os lados.
Número de Mísseis e Drones Lançados pelo Irã
O Irã lançou uma série de barragens sob a Operação True Promise III, com estimativas variando entre fontes:
Mísseis balísticos: Entre 525 e 631, com uma média de 40-52 lançamentos diários em 22 ondas extensas. Incluíram modelos como Ghadr, Emad, Sejjil e Kheibar Shekan-2, alguns com ogivas cluster visando hospitais e cidades. Cerca de 50-60 atingiram o território israelense, com taxa de sucesso de 8-16% (a maioria interceptada).
Drones (UAVs suicidas): Mais de 1.000, incluindo Shahed e outros de longo alcance. Cerca de 950 foram destruídos antes do lançamento ou interceptados (taxa de 99% por defesas dos EUA e aliados). Houthis do Iêmen contribuíram com mísseis e drones adicionais em ataques coordenados.
Distribuição por data (estimativas aproximadas): 150 mísseis + 100 drones em 13 de junho; 200 mísseis na noite de 13-14; dezenas em 15 de junho (com Houthis); 400 mísseis + 1.000 drones até 18 de junho; picos diários como 25 em 20 de junho e ~20 em 24 de junho (pré-cessar-fogo). Por duas vezes, no inicio e pero do final da guerra o Irã divulgou que iria lançar 1.000 mísseis contra Israel de uma vez só, mas nunca foi capaz de lançar mais de 10 ou 20 em cada onda, pois cada míssil depende de um caminhão lançador e os mísseis a combustível líquido precisam ser abastecidos no local do lançamento dependendo de um caminhão tanque muito especializado com os dois produtos químicos a serem abastecidos, separadamente. O Irã, simplesmente não possui centenas de caminhões lançadares. Cerca de 60% dos que possuia, foram destruidos na guerra.
Alvos principais incluíram Tel Aviv, Haifa, Beersheba, refinarias de petróleo e hospitais como Soroka Medical Center (71 feridos em um ataque).
Número de Ataques Aéreos de Israel contra o Irã
Israel realizou a Operação Rising Lion, com múltiplas ondas de ataques:
Total de surtidas: Mais de 1.500 surtidas por mais de 200 caças em cinco ondas principais, atingindo mais de 1.100 alvos. Os EUA contribuíram com ataques de B-2 e mísseis Tomahawk em 22 de junho.
Alvos principais: Instalações nucleares (Natanz, Fordow, Isfahan, Arak); fábricas de mísseis e depósitos; bases aéreas (destruindo 15 caças/helicópteros); centros de comando (Quds Force); refinarias de óleo, hospitais e prisões (71 mortos em Evin). Sub-operações incluíram assassinatos de comandantes IRGC (30 generais mortos em 13 de junho) e cientistas nucleares (10+).
Destruição reportada: 200+ lançadores de mísseis balísticos (dois terços até 19 de junho), 120+ lançadores SAM (mísseis antiaéreos), 61+ UAVs/mísseis de cruzeiro, helicópteros AH-1 (8) e caças F-14 (5).
Número de Vítimas em Ambos os Lados
As estimativas de casualidades variam devido a diferenças em relatórios oficiais e independentes:
Lado Israelense:
Mortos: 28-33 (32 civis + 1 soldado; incluindo 9 em Bat Yam em 15 de junho, 4 em Beersheba em 24 de junho; mortes adicionais pós-guerra por ferimentos ou ataques cardíacos).
Feridos: 3.000-3.431 (271 hospitalizados em 19 de junho; 86 em 22 de junho; incluindo 71 no Soroka Medical Center).
Outros impactos: 9.000+ deslocados, 8.000+ desabrigados; 3.800 evacuados.
Lado Iraniano:
Mortos: 610-1.190 (incluindo 436 civis, 435 militares, 319 não identificados; 49 mulheres e 13 crianças; 71 na Prisão de Evin; 5 trabalhadores de saúde).
Feridos: 4.475-5.800 (incluindo 185 mulheres; 20 trabalhadores de saúde).
Outros impactos: Dezenas de milhares deslocados; danos em 7 hospitais, 9 ambulâncias e infraestrutura pública; 700+ supostos espiões presos (5 executados).
O conflito destacou a assimetria nas capacidades de defesa aérea, com altas taxas de interceptação por Israel e aliados, mas causou danos civis significativos. Israel reivindicou uma “vitória histórica”, enquanto o Irã sofreu retrocessos nucleares e militares, mas reivindicou que derrotou Israel e os Estados Unidos juntos.
