Terapia genética pode deter Esclerose Lateral Amiotrófica
Em um marco mundial, pesquisadores israelenses utilizam terapia genética de RNA para deter o progresso da ELA.
Um progresso significativo no tratamento da ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) foi anunciado por pesquisadores de três instituições israelenses: Universidade de Tel Aviv, Universidade Ben-Gurion e Instituto Weizmann.
A ELA é uma condição neurodegenerativa severa que leva à morte progressiva dos neurônios motores, que são responsáveis pelo controle dos músculos. Com o passar do tempo, isso resulta na perda de movimentos, problemas para falar, engolir e até mesmo respirar. Esse avanço da doença é conhecido como “deterioração da ELA”.
No estudo publicado, os pesquisadores aplicaram terapia genética baseada em RNA, incorporando uma molécula denominada microRNA a modelos de ELA.
“Modelos de ELA” referem-se a sistemas utilizados para investigar a doença, como animais de laboratório ou células cultivadas em condições controladas — não se trata de seres humanos.
Esses modelos possibilitam a avaliação de tratamentos antes de prosseguir para os ensaios clínicos.
De acordo com os pesquisadores, após a introdução do microRNA, não apenas houve a interrupção da deterioração, mas também as células nervosas prejudicadas conseguiram se regenerar, o que é extremamente raro nessa doença.
Se confirmado em pesquisas com humanos, isso pode representar um dos progressos mais encorajadores já documentados no tratamento da ELA.
