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União Europeia quer que Israel pare a guerra em Gaza

E não pediu a mesma coisa para o Hamas. Em todas as guerras de Israel, o Estado Judeu foi impedido de obter uma vitória decisiva contra seus inimigos, seja pela ONU, seja pela antiga União Soviética, seja pelos EUA, e agora a UE quer fazer o papel de impedidora da vitória dos judeus.

Parece uma declaração dura. E é para ser duríssima. Esta a UE pedindo para a Ucrânia parar de se defender contra a Rússia? Não. A EUA pediu aos houthis que parem de atacar navios civis? Pediu para os houthis não dispararem mísseis balísticos contra Israel quase todos os dias? Não. A UE pediu ao Irã para não lançar mais mísseis balísticos com ogivas de uma tonelada contra Israel depois da “Verdadeira Promessa Um”, quando foram lançados 180 ou de “Dois” com 220 lançamentos, ou da “Três” com 550 lançamentos além de mil drones?

A UE pediu para haver moderação e fim da guerra no Iémen, no Sudão, durante 11 anos na Síria? Não. Os países europeus alguma vez exigiram que Irã e Iraque cessassem os combates de durante 8 anos de guerra na década de 1980? Não. Exigiu que a URSS se retirasse do Afeganistão na época? Não. Exigiu que o Talibã parasse de excluir as mulheres da sociedade e das escolas, tanto no primeiro regime quanto agora? Não.

O problema são os judeus… Ah… Os judeus…

Capitaneados pela Inglaterra, 25 países assinaram a declaração, incluindo o Canadá, que não pertence a UE. Acompanhando a retórica de um jornalista brasileiro já no segundo dia de implementação da ajuda humanitária israelense pelo GHF, quando o pulha disse em rede nacional que a ajuda humanitária israelense era um crime de guerra, o grupo dos 25 declarou que a ajuda humanitária de Israel “é perigosa, aumenta os conflitos internos e retira a dignidade humana dos cidadãos de Gaza.”

Será que os leitores conseguem entender o que vem acontecendo?

Israel era acusado de impedir a entrada de ajuda humanitária. Quando passa a implementar a ajuda humanitária, é acusado de estar fornecendo ajuda humanitária. Só que de uma forma que o Hamas, o inimigo, não quer. O Hamas quer ajuda humanitária que ele possa roubar para vender e controlar completamente. E parece que a UE quer a mesma coisa.

Por acaso a UE pediu para o Hamas parar de atacar os caminhões de ajuda humanitária? Não. Por acaso a UE criticou o Hamas por vender internamente aos tais cidadãos cuja dignidade humana é atacada apenas pelos judeus, os alimentos que recebe de graça? Alguém critica o Hamas por explorar financeiramente sua própria população durante uma guerra? Não! Ninguém!

O problema são os judeus… Ah… Os judeus…


Esta foto é do dia 20/jul, do cardápio da agência AFP. Mostra o sepultamento de um cidadão de Gaza “morto pelas tropas de Israel”. Segundo o Hamas, foram mais de 100, mas os corpos nunca são mostrados e nunca há imagens deles sendo mortos. O que o leitor precisa notar é que não há uma só pessoa na foto com qualquer indício de estar passando fome por meses e não ter comida suficiente. E é assim, em todas as fotos circuladas tiradas nas ruas de Gaza. Não se vê um só faminto, um só mendigando por comida. Tais pessoas aparecem apenas em ângulos fechados, para não mostrar nada do que esteja visível ao redor. 

E a propaganda do Hamas alimentada por muitos criadores de conteúdo nas mídias sociais, que publicam um número enorme de fotos e vídeos de vítimas de guerras anteriores, entre muçulmanos, tanto na Síria, quanto do Iémen, como se fosse em Gaza e a mídia ocidental e os governos ocidentais aceitam.

Por acaso a UE se posicionou quando Israel anunciou o sistema de ajuda pela GHF e o Hamas emitiu um comunicado oficial alertando a sua população para não ir pegar a ajuda da GHF sob pena de morte? Líderes terroristas ameaçarem matar seus cidadãos se forem sacar ajuda humanitária, não é “ferir a dignidade humana”? Parece que não.

E depois o Hamas começa de fato a atirar no seus civis, diariamente, colocando a culpa nos judeus, colocando a culpa no exército de Israel e nos contratados do GHF. E a mídia mundial e os líderes mundiais aceitam, simplesmente aceitam que isso esteja acontecendo, sem criticar. E pior, exigem que lado que é vítima da mentira pare o que está fazendo, incentivando o lado assassino mentiroso a continuar o que está fazendo, pois é um sucesso.

A declaração também diz que Israel querer aportar 4 bilhões de dólares para construir uma cidade humanitária em Rafah é inadmissível e inaceitável. O comunicado também pede que o Hamas liberte os reféns e não exige absolutamente nada do Hamas.

Só que a União Europeia parece que ainda não percebeu que aquele Israel que aceitava a pressão estrangeira e abria mão da vitória decisiva em troca de… em troca de porcaria nenhuma, não existe mais.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.