60 dias para o Hamas se desarmar? É isso mesmo?
Israel planeja conceder um período de 60 dias para o Hamas se desarmar, e se não o fizer, o exército israelense voltará à guerra na Faixa de Gaza, disse um alto conselheiro do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu na segunda-feira.
O Secretário do Gabinete Yossi Fuchs fez a declaração um dia depois que o primeiro-ministro afirmou que o grupo terrorista deve desistir de suas armas leves como parte do processo de desarmamento, incluindo seus rifles AK-47 — após alguns relatos de que o grupo terrorista poderia ser autorizado a manter seus rifles por enquanto.
Ontem, Bibi afirmou que o existem 60.000 fuzis na Faixa de Gaza e que Israel só encontrou e destruiu 150 km de túneis e ainda faltariam 500 km, distância bem maior que a rodovia Rio-São Paulo. É demais!
Falando em Jerusalém na conferência do Grupo Besheva, Fuchs disse que a Administração Trump havia pedido um período de 60 dias, e “estamos respeitando isso.”
Fuchs esclareceu que não tem certeza de quando começa o período de 60 dias, mas pode começar com a conferência do Conselho da Paz na quinta-feira. Chipre vai participar do Conselho de Paz com o status de observador.
SOBRE O IRÃ
O Primeiro-Ministro Netanyahu detalha os 4 componentes necessários em um acordo com o Irã:
1. Remoção de todo o urânio enriquecido das fronteiras do Irã.
2. Remoção de todo o equipamento de enriquecimento de urânio do Irã para que não haja capacidade de enriquecimento.
3. Os mísseis balísticos do Irã devem ser limitados a uma faixa de 300 km.
4. Desmantelamento do eixo do terror (o proxy iraniano no Oriente Médio).
As respostas antecipadas do Irã antes da próxima rodada de negociações com os EUA, são:
a) Se o tema de programa nuclear for abordado a reunião estará encerrada.
b) Enriquecimento zero é inaceitável pois é preciso combustível para o reator nuclear de geração de eletricidade e para os outros dois que estão em construção. Os isótopos de uso medicinal, para radioterapia são enriquecidos a 20%.
c) O programa de misseis não está sob negociação.
d) O Irã não tem proxys.
