Adesivo “livre de judeus” em loja de Estocolmo provoca indignação na Suécia
Um adesivo antissemita com a expressão “livre de judeus” foi encontrado na fachada de um estabelecimento comercial em Estocolmo, capital da Suécia, e gerou uma onda de condenações. A mensagem é similar a propaganda da era nazista.
O adesivo exibia a palavra alemã para “judeu” (Jude) dentro de uma Estrela de Davi e estava acompanhado de uma mensagem de boicote a Israel. É uma versão em preto e branco da Estrela Amarela obrigatória para os judeus imposta pela Alemanha Nazista.
Uma linha em preto, com texto em branco acima da parte gráfica diz “Nós temos orgulho de sermos” Livres de Judeus…
A imagem remete ao termo nazista Judenfrei, usado durante o Holocausto para designar regiões das quais a população judaica havia sido eliminada por meio de deportações forçadas e assassinatos em massa.
O embaixador de Israel na Suécia classificou o episódio como “abominável” e afirmou que casos como esse refletem a crescente normalização do antissemitismo na Europa.
O caso reacendeu o alerta sobre o avanço do discurso de ódio contra judeus e sobre a linha cada vez mais tênue entre o ativismo anti-Israel e o antissemitismo explícito.
Existem muitas pessoas que comparam este tipo de ação e dizem que “estamos na Alemanha dos anos 1930”. Elas estão erradas! A situação hoje é muito pior por um lado e melhor por outro. Na Alemanha o antissemitismo e o ódio aos judeu era política de Estado. havia leis discriminando os judeus. Em parte, não ser antissemita era praticamente ilegal.
Hoje o ódio aos judeus vem majoritariamente da esquerda política, não é política de estado e é crime em praticamente todos os países ocidentais. Mas dificilmente alguma pessoa será condenada. O ódio vindo da esquerda é uma virtude social como era o ódio imposto pelo nazismo.
Este adesivo conspurca a atuação da Suécia na WW2
A Suécia manteve sua neutralidade durante a Segunda Guerra Mundial e protegeu tanto a sua população judaica local quanto milhares de refugiados.
- Sua própria população: Como o país não foi invadido pela Alemanha nazista, os judeus que viviam na Suécia não foram deportados ou enviados para campos de extermínio.
- Acolhimento aos judeus dinamarqueses: Em outubro de 1943, quando os nazistas planejavam deportar os judeus da Dinamarca, a Suécia abriu suas fronteiras e acolheu cerca de 8.000 judeus dinamarqueses em poucos dias.
- Raoul Wallenberg na Hungria: O diplomata sueco Raoul Wallenberg atuou em Budapeste emitindo passaportes de proteção (salvo-condutos) e criando “casas seguras”, salvando dezenas de milhares de judeus húngaros da morte certa.
- Os Ônibus Brancos: No fim da guerra, a Cruz Vermelha Sueca liderou uma operação com os chamados Ônibus Brancos para resgatar cerca de 15.000 prisioneiros de campos de concentração nazistas, incluindo muitos judeus.
- Contradições: Embora tenha ajudado muitos refugiados, o governo sueco manteve inicialmente leis de imigração rígidas e fez acordos comerciais e concessões estratégicas (como a venda de minério de ferro) para a Alemanha nazista durante boa parte do conflito.
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A população muçulmana na Suécia representa, hoje, cerca de 8,1% da população total do país (o equivalente a aproximadamente 810.000 pessoas).Por José Roitberg – jornalista e pesquisador

