CHOQUE! Maioria esmagadora de israelenses e palestinos declara: “Dois Estados? Impossível!
Uma nova pesquisa do instituto Pew, divulgada no final de setembro de 2026, entrega um veredicto devastador que enterra de vez as esperanças de paz no Oriente Médio: a esmagadora maioria de israelenses e palestinos simplesmente não acredita mais que um Estado israelense e um Estado palestino independente possam conviver em paz.
Os números são um soco no estômago. Apenas 17% dos israelenses ainda enxergam algum caminho para a coexistência pacífica. Já 56% afirmam categoricamente que isso é impossível. Do lado palestino (Cisjordânia e Jerusalém Oriental), o cenário é ainda mais sombrio: só 21% acreditam na solução de dois Estados, enquanto 68% descartam qualquer possibilidade de convivência pacífica.
Entre os judeus israelenses, o ceticismo atinge níveis históricos: apenas 16% veem alguma chance de paz, contra 64% que consideram a ideia morta. É a pior marca em mais de uma década de pesquisas do Pew. Pela primeira vez, mais da metade dos israelenses afirma abertamente que a coexistência é inviável.
A pesquisa ouviu 1.001 israelenses e 1.038 palestinos entre o final de março e o início de maio de 2026 — exatamente no auge da guerra com o Irã. Gaza ficou de fora porque o instituto simplesmente não conseguiu realizar entrevistas no enclave devastado.
O que está por trás desse abismo de desconfiança?
Do lado israelense, o trauma do 7 de outubro ainda sangra. Muitos entrevistados disseram, sem rodeios, que perderam toda a fé no povo palestino depois daquele dia. “Desde o que aconteceu em 7 de outubro, perdi toda a confiança no povo palestino e na solução de dois Estados”, declarou um homem judeu de 36 anos. Outros temem que um Estado palestino se transforme em base de lançamento de novos ataques. “Eles não querem viver ao nosso lado, querem viver no nosso lugar”, resumiu um israelense de 57 anos.
Do lado palestino, a revolta é alimentada por décadas de ocupação, checkpoints, assentamentos e pelo rastro de destruição deixado pela guerra. “É um país ocupado, não há segurança, a movimentação entre cidades é difícil e há checkpoints”, desabafou uma jovem de 19 anos. Outra, de 31 anos, foi ainda mais direta: “Eles tomaram nossa terra e mataram as pessoas, e isso já basta. Meu irmão foi morto.”
A disputa pela terra aparece como o principal obstáculo. Muitos de ambos os lados simplesmente não aceitam dividir o território. Outros enxergam as identidades nacionais e religiosas como irreconciliáveis. A desconfiança mútua é tão profunda que a paz parece uma fantasia distante.
Todavia, em cerca de 70% da área da Judeia e Samária, nada existe.
Ainda restam otimistas… mas são poucos
Os poucos que ainda acreditam em coexistência falam em “não ter escolha”, em “pensar nas crianças” e em “aprender a viver juntos”. Mas são vozes isoladas em meio a um mar de ceticismo.
O resultado da pesquisa é um retrato desolador de dois povos que, após décadas de sangue, dor e fracassos diplomáticos, chegaram a uma conclusão amarga: a solução de dois Estados, por tanto tempo celebrada como a única saída viável, hoje é vista pela maioria como um sonho impossível.
A pergunta que fica no ar é cruel: se nem israelenses nem palestinos acreditam mais na coexistência, o que restará para o futuro?
Artigo horrível por José Roitberg, com informações do Times de Israel e Jerusalem Post. Sinceramente, eu preferia não ter escrito isso.
Imagem ilustrativa gerada por IA.

