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Ninguém morreu na Faixa de Gaza desde 7 de outubro

Só lembrando. A taxa de mortalidade normal na Faixa de Gaza, sem guerra, era de 9.400 por ano (26/dia), até o início de outubro de 2023. Desde 7 de outubro de 2023, deveriam ter morrido 17.286 pessoas em Gaza. Só que NENHUMA MORREU!

Todas as mortes são atribuídas à Israel e ponto final. Todas foram mortas, nenhuma morreu.

Não existe câncer, não existem infecções, não existe septicemia, não existem doenças neurológicas e degenerativas, não ocorrem acidentes, ninguém teve morte natural, sequer os idosos. Os corações são fortes! Não há paradas cardíacas, não há infartos. É um população fumante que não sofre nem de câncer de pulmão nem de enfisema pulmonar. A alimentação é saudável e jamais alguém lá faleceu por obstrução intestinal. Todos foram mortos pelos judeus através de balas e bombas.

Todas as vítimas que seriam englobadas numa taxa de mortalidade infantil natural, passaram a ser vítimas da fome imposta pelos judeus. Curiosamente, apesar da ONU publicar a taxa de mortalidade anual da Faixa de Gaza, discriminando por homens, mulheres e idosos, não publica a taxa de mortalidade infantil.

Este dado não pode ser encontrado. A UNICEF publica o dado geral do Estado da Palestina. Em 1990 eram 45 crianças mortas até os cinco anos de idade, por 1.000, ou seja, 4,5%. Obviamente não relacionadas com estado de guerra algum. E eles, os palestinos, fizeram um trabalho neste setor e a cada ano, a taxa veio se reduzindo até chegar a 1,4% em 2022. Mas em 2023 saltou para 2,6% e isso não tem a ver com o início das incursões israelenses no final de novembro de 2023. Ou seja, vamos pelo número mais baixo: 15 crianças de menos de 5 anos a cada 1.000 morriam normalmente entre os palestinos, sem guerra e sem fome. E o número de crianças lá é imenso.

A informação pinçada e largada assim, como é de hábito a grande mídia fazer, dá a entender que a taxa de mortalidade infantil entre os palestinos era e é alta. Errado! É baixa. Em 1990 no Brasil eram 63 mortes por 1.000! Quase 50% maior que a taxa de mortalidade entre os palestinos. Em 2023 a taxa se manteve estável por três anos, exatamente no mesmo 14,tal, os 1,4% igual a taxa dos palestinos.

Mas isso é dos nascidos vivos. A UNICEF não publica dados de abortos, natimortos e mortes durante o parto. Dados especificados ficam por conta de outra agência, a UN Inter-agency Group for Child Mortality Estimation (Grupo Interagencial de Estimativa de Mortalidade Infantil da ONU): 8 por 1.000 gestações.

São cerca de 800.000 crianças palestinas, no total (Cisjordânia + Gaza), até os 5 anos de idade e o normal é que 11.200 morram por ano de outras causas que não sejam a fome. Portanto, não lhes faltam cadáveres para serem fotografados e lançados na conta de Israel. Não há dados públicos específicos sobre Gaza.

Ademais, na lista semanal das estatísticas divulgadas pelo Hamas, continua a questão de não ter morrido um só combatente deles. Apenas civis. Publicam cartazes com pôster de mártires de seus quadros militares fardados e depois os lançam na planilha como civis.

Por José Roitberg – jornalista e pesquisador.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.