Brasil vai ficar sem embaixador de Israel
E isto não se deve ao momento atual.
Texto de Andreza Matais do Metrópoles em 16/jul/2025
A decepção do embaixador de Israel com Lula na despedida
Daniel Zonshine lamentou, em conversas com parlamentares, que deixará o país sem que o governo Lula autorize a entrada de seu sucessor.
O governo de Israel encaminhou o nome em janeiro, mas até hoje o Brasil não concedeu o agrément – consentimento para que um diplomata assuma uma embaixada – para que Gali Dagan ocupe o posto.
O mandato de Zonshine termina em julho, o que significa que a representação ficará sem embaixador.
A coluna apurou que, no encontro de despedida com lideranças evangélicas, deputados da oposição, diplomatas e ex-bolsistas de programas educacionais israelenses, Zonshine afirmou que a relação entre os dois países não está em seus melhores momentos. E ressaltou que os laços entre israelenses e brasileiros serão mantidos “independentemente das posturas do governo brasileiro”.
Desde a posse de Lula, o Brasil publicou 64 notas críticas a Israel e dez a favor, segundo levantamento do Poder 360.
Na guerra com o Irã, o Brasil fez críticas ao governo israelense por ter iniciado o conflito. Israel alega que o Irã estava muito próximo de ter uma bomba atômica e era a última chance de impedir o país.
OBS Menorah Brasil: lembramos que no governo Dilma Roussef o PT agiu de forma diferente. Ao invés de não se pronunciar sobre a aceitação de um novo embaixador, recusou formalmente a indicação de um novo embaixador israelense por eles ter tido o status de governador da Judeia e Samaria. Isto aconteceu há 10 anos atrás e muitos já esqueceram.
O governo Lula imaginava que ao retirar o embaixador brasileiro de Israel, em maio de 2024, o governo Bibi iria agir com reciprocidade, mas isto não aconteceu. Neste caso o governo Lula evitou o desgaste de expulsar um embaixador. Apenas não irá aceitar qualquer um novo, em “nome da democracia”.
