Revelada a carta de Charlie Kirk a Bibi Netanyahu
Contexto: ainda no dia do assassinato de Charlie Kirk, setores da direita de fato neonazista e católica fundamentalista norte-americana, apontaram o dedo sujo deles direto contra os judeus e contra Israel. Bibi seria o culpado porque Charlie Kirk (de fato um apoiador de Israel) teria “reclamado” com Bibi sobre as atitudes de Israel. Aquela defenestrada influencer Candace Owens chegou a publicar que Bibi teria oferecido 150 milhões de dólares a Kirk para ele não mudar de posição: uma estúpida muito antissemita cassando cliques com o sangue alheio. Mas são basicamente os mesmos setores muito nazistas e muito antissemitas que acusam Ben Gurion de ter mandado matar John F. Kennedy e que foram os judeus e não a Al-Qaeda muçulmana que praticaram os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 contra Nova Iorque e o contra o Pentágono, pois o que iria atingir a Casa Branca foi derrubado pelos próprios passageiros do avião.
Portanto, vale a pena ler a tradução literal da tal carta de “crítica” à Bibi Netanyahu. Nenhum ponto que os bons comentaristas judeus sionistas do conflito já não tenham publicado também. A carta é muito amigável e dá sugestões para melhorias. A carta não tem a ver especificamente com Gaza, e sim com o combate ao antissemitismo, principalmente nos EUA. Meio óbvio que os antissemitas de lá não tenham gostado e tenham criado mais um libelo contra os judeus.
Divulgada carta endereçada a Benjamin Netanyahu com as preocupações de Kirk sobre o combate ao antissemitismo
Caro Sr. Primeiro-Ministro,
Uma das minhas maiores alegrias como cristão é advogar por Israel e formar alianças com judeus na luta para proteger a civilização judaico-cristã. Recentemente, tenho orgulho de ter assumido o programa do Embaixador Huckabee na TBN, onde apoiamos continuamente Israel e o povo judeu. À medida que o “muhammedismo” se espalha pelas sociedades ocidentais, é fundamental que judeus e cristãos permaneçam unidos no esforço de conter e reverter o islamismo radical e a lei da Sharia.
Lamento informar que as tendências anti-Israel e antissemitas estão em níveis recordes nas redes sociais. Esses sentimentos negativos acabam chegando aos campi universitários e até mesmo se infiltram na comunidade conservadora MAGA.
Minha equipe e eu passamos meses analisando essas tendências e debatendo ideias que poderiam ajudar o senhor e seu país a reagirem a esses desenvolvimentos preocupantes. O sentimento anti-Israel pode minar o apoio americano a Israel. O propósito desta carta é expor nossas preocupações e propor possíveis soluções. Tudo o que está escrito aqui vem de um profundo amor por Israel e pelo povo judeu. Acho importante ser brutalmente honesto com aqueles que você ama. Na minha opinião, Israel está perdendo a guerra da informação e precisa de uma “intervenção de comunicação”.
Comecei a redigir esta carta na Páscoa. Eu deveria estar focado na minha família, mas estava sendo bombardeado com mensagens sobre o exército israelense dificultar o acesso de cristãos às igrejas em Jerusalém durante a Páscoa. Naquele momento, não vi nenhuma declaração oficial rebatendo essa narrativa. Foi frustrante, porque representantes pró-Israel como eu não deveriam ser os únicos encarregados de verificar cada desinformação anti-Israel que circula nas redes sociais.
E não foi apenas na Páscoa. Em minhas recentes turnês universitárias, metade das perguntas que recebo são sobre Israel — e todas negativas.
Frequentemente passo metade do meu tempo nessas visitas defendendo os judeus e Israel, o que faço com orgulho, porque amo Israel e a fé judaica. Passei inúmeras horas com Dennis Prager ao longo dos anos estudando a Torá. Às vezes, parece que eu defendo Israel em público mais do que o próprio governo de vocês.
Minha experiência nos campi universitários corresponde a uma recente pesquisa Harvard Harris, que revelou que 48% dos americanos de 18 a 24 anos apoiam o Hamas em vez de Israel. Mesmo nos círculos jovens do MAGA, Israel está perdendo apoio. Estamos atraindo multidões enormes de 4.000 a 5.000 estudantes em algumas de minhas turnês. As visitas estão se tornando quase um ambiente de show de rock, cheio de patriotas conservadores. No entanto, sou constantemente confrontado com frases como:
•“Israel é um estado de apartheid.”
•“Por que Israel pratica limpeza étnica?”
•“Por que os EUA subsidiam o genocídio de Israel contra os palestinos?”
•“A ajuda americana financia o sistema de saúde gratuito de Israel?”
•“Israel e os judeus controlam a política externa dos EUA.”
•“Israel e os judeus são responsáveis pelo 11 de Setembro.”
•“Defender Israel não é do interesse nacional dos EUA.”
•“Por que Israel está tentando nos arrastar para uma guerra no Oriente Médio?”
Esses são apenas alguns exemplos dos comentários e perguntas negativas que enfrento nos campi. Sou acusado de ser um apologista pago por Israel quando a defendo; mas, se não defendo com força suficiente, sou acusado de ser antissemita. Eu sei que vocês estão em uma guerra de sete frentes e minhas queixas empalidecem em comparação. Mas quero transmitir ao senhor que Israel está perdendo apoio até em círculos conservadores. Isso deveria soar como um alarme de cinco toques.
Muitas vezes me perguntam: “Por que Israel está matando tantos civis inocentes em Gaza?” Eu sei que Israel se esforça ao máximo, lançando panfletos e até ligando para civis para que deixem as áreas que serão bombardeadas. Sei que Israel publica mapas mostrando quais áreas devem ser evacuadas. Sei que o Hamas usa civis como escudos humanos.
Mas 90% das novas gerações obtêm suas notícias nas redes sociais e podcasts, onde há pouquíssima contestação ou checagem de fatos por parte do governo israelense e/ou apoiadores pró-Israel na mídia (especialmente nas redes sociais).
Sugiro fortemente que Israel NÃO dependa sempre de “subcontratar” sua guerra da informação para representantes na América. Sr. Primeiro-Ministro, imploro que REVOLUCIONE sua estratégia de guerra da informação de cima a baixo. Às vezes, passa-se a impressão de que Israel acha que todos o odeiam, então não vale a pena lutar pela opinião pública. Se houver qualquer verdade nessa impressão, peço que considere que redes sociais e podcasts são os campos de batalha para conquistar as novas gerações. Obviamente, toda essa propaganda negativa sobre Israel nas redes sociais se traduz facilmente em sentimento pró-Hamas e “Free Palestine” em muitos campi universitários.
Aqui estão algumas recomendações não solicitadas que minha equipe e eu sugerimos, caso esteja aberto a um reinício da comunicação:
Criar uma equipe de resposta rápida de mídia.
Reunir especialistas pró-Israel que possam checar desinformação em tempo real.
Lançar uma “Rede da Verdade de Israel” (Israel Truth Network) com recursos centralizados e compartilháveis.
Levar ex-reféns libertados em turnê de palestras nos EUA para contar a verdade sobre o Hamas.
Entrevistar israelenses comuns — judeus, árabes, drusos, religiosos, seculares — para mostrar ao mundo quem Israel realmente é.
Explicar melhor a ameaça iraniana — com a voz de Israel, não apenas através dos americanos.
Reconstruir a presença de Israel nas redes sociais como em uma campanha política — definir o “candidato”, contra-atacar em primeira pessoa e parar de recuar no campo de batalha das ideias.
Sr. Primeiro-Ministro, pare esse recuo — entre na luta da guerra da informação! As linhas de frente dessa guerra estão nas redes sociais. Além de algumas operações de guerrilha, há pouquíssimo conteúdo criado por Israel. Vi que Israel aumentou em 20 vezes o orçamento de Hasbará — agora use-o para criar conteúdo ORIGINAL e divulgá-lo em todos os lugares.
Em resumo: Israel deve remodelar sua estratégia de comunicação como um comitê de campanha política pela verdade. Preencha-o com jovens combatentes que conheçam o campo de batalha digital. Pare de deixar os inimigos definirem Israel. Comece a defini-la você mesmo.
Israel tem enormes capacidades — use-as. Do meu ponto de vista, o status quo não está funcionando. Israel está sendo ESMAGADO nas redes sociais e está perdendo as novas gerações de americanos, até mesmo entre os conservadores MAGA. Na minha opinião, vocês estão perdendo a guerra da informação, o que acabará se traduzindo em menos apoio político e militar por parte da América.
A Terra Santa é tão importante para a minha vida, e me dói ver o apoio a Israel desaparecer.
Sinta-se à vontade para me contatar no meu número particular abaixo caso queira discutir isso mais a fundo.
Atenciosamente,
Charlie Kirk

