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Finalmente Habemos Laser Iron Beam

Ministério da Defesa entrega ao IDF o primeiro sistema de interceptação a laser Iron Beam (Raio de Ferro) pronto para combate.

Sistema de defesa aérea de alta potência interceptou com sucesso foguetes, morteiros e drones em testes e deve ser incorporado pela Força Aérea Israelense.

O Ministério da Defesa de Israel anunciou no domingo a entrega do primeiro sistema operacional de interceptação a laser de alta potência, conhecido como “Iron Beam”, às Forças de Defesa de Israel. O sistema, que foi desenvolvido pela Rafael Advanced Defense Systems Ltd., é capaz de interceptar foguetes, disparos de artilharia, granadas de morteiro e drones com sucesso. O ministro da Defesa, Israel Katz, chamou a entrega de “uma ocasião histórica” e disse que marca “a primeira vez no mundo que um sistema de interceptação a laser de alta potência atingiu maturidade operacional”.

Existem outros países desenvolvendo sistemas semelhantes, como Inglaterra, Coreia do Sul, China e Rússia. Em relação aos EUA, o projeto israelense é em conjunto com a Raytheon americana e a maior parte dos sistemas óticos, complicados e delicados, já é produzida nos EUA que deverão adotar o canhão também. Já existem versões navais. O canhão que foi apresentado oficialmente neste domingo é da designação 450, significando 450 mm (45 cm) de diâmetro. Existem outros dois modelos, de 250 e 100 mm de diâmetro; este último, projetado para ser montado em qualquer tipo de veículo ou aeronave. É possível que em breve o vejamos em helicópteros de combate e em tanques de guerra.

A diferença básica entre Israel e os outros países não é a parte ótica e mecânica, mas o sistema de radar e IA que controla tudo automaticamente.

Quanto maior o diâmetro, maior a potência. Em princípio, o 450 opera com 100 kW (100.000 watts). Já existe tecnologia para disparos de 1.500 kW (1.500.000 watts). Estes canhões grandes são montados em dupla sobre o que parece um contêiner militar fixo. Portanto, são unidades de defesa estática sem qualquer mobilidade. Os primeiros protótipos tinham o contêiner sobre um caminhão militar e isso parecia uma solução mais racional. Dentro do contêiner fica o gerador elétrico a diesel. É a primeira arma de disparo da humanidade que não precisa ser carregada e recarregada com munição. Enquanto houver eletricidade, continua disparando. Enquanto houver diesel, continua havendo eletricidade. Cada disparo possui um custo de 2 dólares, contra 50.000 dólares de um míssil do Domo de Ferro.

É a força aérea que vai operar o Iron Beam, pois ela é responsável pela operação de todo o sistema de mísseis de ataque e de defesa contra mísseis em Israel. Ou seja, a artilharia antiaérea é parte da força aérea e não eo exército.

O sistema será absorvido pela força aérea e integrado à matriz de defesa aérea multicamadas do país, juntamente com os sistemas Iron Dome, David’s Sling e Arrow. O diretor-geral do Ministério da Defesa, Amir Baram, disse que a entrega “marca a transição do desenvolvimento para a produção em série” e chamou o Iron Beam de “apenas o começo da revolução tecnológica”.

O chefe da IAF, major-general Tomer Bar, descreveu o momento como “especialmente emocionante” e disse que o sistema é “mais um componente vital na batalha de defesa aérea de nossas forças, que provaram suas capacidades operacionais durante a guerra”. O CEO da Rafael, Yoav Turgeman, disse que a empresa está “orgulhosa de entregar… o sistema a laser mais avançado do mundo para interceptar ameaças aéreas”.

O sistema é conhecido em hebraico como Or Eitan (Luz de Eitan) em memória do capitão Eitan Oster, 22, comandante da Unidade de Comando Egoz que foi morto em combate contra o Hezbollah no sul do Líbano em outubro de 2024. Seu pai — um dos desenvolvedores do sistema — recitou o Shehecheyanu, uma bênção judaica que expressa gratidão por experiências novas e especiais, durante a cerimônia.

Por José Roitberg – jornalista e pesquisador

Imagem: foto de divulgação do Ministério da Defesa de Israel.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.