Palestino condenado à prisão perpétua por matar sobrevivente do Holocausto
Palestino condenado à prisão perpétua por esfaquear até a morte sobrevivente do Holocausto em ataque terrorista.
Um palestino da Cisjordânia, identificado como Ibrahim Shalhoub, de 28 anos, originário da cidade de Tulkarem, foi condenado à prisão perpétua neste domingo (4 de janeiro de 2026) por matar a sobrevivente do Holocausto Ludmila Lipovsky, de 83 anos, em um ataque terrorista ocorrido em Herzliya, em dezembro de 2024.
Shalhoub, que anteriormente atuava como informante do Shin Bet (serviço de segurança interna de Israel), recebeu a sentença no Tribunal Distrital de Tel Aviv. Além da pena de prisão perpétua, ele foi obrigado a pagar uma indenização de NIS 258 mil (cerca de US$ 81 mil), o valor máximo permitido pela lei israelense.
De acordo com a acusação, Shalhoub comprou uma faca de cozinha longa dois dias antes do ataque. No dia seguinte, ele fez o reconhecimento do local em Herzliya, escolhendo um complexo de moradia assistida para idosos. Sua intenção era a realizar um ataque covarde, contra idoosos que não teriam possibilidade de se defender. No dia do crime, armado com duas facas, ele se dirigiu ao local.
Ludmila Lipovsky estava do lado de fora do prédio, aguardando a filha que a levaria a uma consulta médica, quando foi atacada. Shalhoub a esfaqueou aproximadamente 11 vezes na parte superior do corpo, enquanto gritava “Alá é grande” e rezava em árabe. Ele só parou após ser baleado e ferido por um segurança da agência dos Correios de Israel que estava nas proximidades.
A vítima foi levada de ambulância pelo Magen David Adom ao Hospital Ichilov, em Tel Aviv, mas não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta.
Shalhoub havia sido permitido a deixar Tulkarem e residir em Israel após sua identidade como informante do Shin Bet ser exposta, colocando sua vida em risco na Cisjordânia. No entanto, sua família cortou todos os laços com ele logo após a mudança, o que, segundo a acusação, o levou a decidir cometer o ataque terrorista.
Investigações iniciais do Shin Bet indicaram que o atentado não foi planejado por um longo período e enfatizaram que informantes trabalham em condições perigosas em benefício do Estado de Israel. Este foi apontado como o primeiro caso em que um ex-informante realocado em Israel cometeu um ataque terrorista.
A condenação reforça a classificação do incidente como ato de terrorismo, com o tribunal destacando a violência e crueldade do crime.
Imagem: a judia idosa sobrevivente do Holocausto e seu carrasco jovem palestino covarde

