Jeremy Corbyn alega que FDI removem órgãos de mulheres palestinas
Olá, leitores! No mundo da política internacional, controvérsias envolvendo o conflito Israel-Palestina continuam a gerar debates acalorados. Hoje, trago uma análise baseada em uma reportagem recente do The Jewish Chronicle, que acusa o ex-líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, de propagar um “libelo de sangue”, uma calúnia, com alegações infundadas sobre ações das Forças de Defesa de Israel (FDI) em Gaza. Vamos mergulhar nos detalhes dessa história, traduzida e adaptada para o contexto brasileiro, onde questões de direitos humanos e conflitos globais ressoam fortemente.
O Contexto da Acusação
Jeremy Corbyn, antissemita contumaz da esquerda britânica, atual deputado por Islington North, foi criticado após compartilhar em um vídeo circulando nas redes sociais uma conversa que alega ter tido com o diretor do Hospital al-Shifa, em Gaza. Segundo Corbyn, o diretor informou que o IDF entregou ao hospital dezenas de caixas contendo restos mortais de palestinos mortos. Ao abri-las, eles encontraram crânios de palestinos assassinados e corpos de mulheres mortas que haviam sido abertos, com alguns órgãos removidos. Corbyn descreveu isso como algo “difícil de descrever” e enfatizou que isso está acontecendo com o povo palestino.
Ele comparou a causa palestina à “causa da nossa era”, semelhante à oposição à Guerra do Vietnã ou ao fascismo durante a Guerra Civil Espanhola. O vídeo veio de uma chamada no Zoom para “The Many”, um grupo de candidatos apoiados por Corbyn em eleições internas de seu partido atual, chamado Your Party.
A verdade
O diretor do hospital Al Shifa é um coronel do Hamas e os Médicos Sem Fronteiras denunciaram, dias atrás que o Al Shifa é sim uma base do Hamas, com homens armados pelos corredores, depósitos de armas e intimidações. O diretor respondeu que a presença de homens armados é para proteger pacientes e médicos. Só não disse, proteger de quem.
Desde que Israel começou a entregar corpos de palestinos nas trocas oficializadas pelos reféns, a calúnia de que Israel “rouba” órgãos de palestinos, calúnia antiga, originada nos anos 1980, vem se repetindo. Um antissemita safado como Corbyn vê nisso um prato cheio para se alimentar e vomitar seu ódio aos judeus.
Corpos que foram mortos em explosões ou por disparos de armas pesadas, normalmente não contém todos os órgão internas. E aí os desgraçados do Hamas dizem que lhes foram entregues corpos faltando órgãos e partes! Sim, isso é verdade! Mas a ausência se deve aos danos de combate e não a roubo.
Pior, um dia antes, uma palestra com um líder islâmico em Londres foi sobre o tema dos judeus esfolarem os prisioneiros palestinos para roubar a pele deles. Aí recebem um cadáver de dois anos, já após a decomposição, sem a pele e sem quase nada e dizem que a pele e os órgãos foram roubados. Cadáveres se decompõe. Isso é normal. Mas só estão atrás do Corbyn e não do palestrante muçulmano.
A verdade da mentira do diretor do hospital Shifa é que ele NUNCA MOSTROU UMA SÓ IMAGEM que comprove as alegações dele. Mais de 100 corpos de palestinos foram enterrados lá sem identificação porque eles não tem qualquer capacidade técnica de o fazer. Então, caluniar os judeus, coisa que sempre funcionou durante 1.700 anos, continua funcionando. E bem.
O ódio, hoje é uma virtude!
Israel sequer faz autópsias em judeus e muçulmanos devido às definições religiosas.
Reações e Negativas
As declarações de Corbyn provocaram reações imediatas. O porta-voz internacional do IDF, Nadav Shoshani, questionou: “O que aconteceu com a verificação de fatos antes de espalhar um libelo de sangue selvagem?” Ele afirmou que as alegações de Corbyn são “completamente falsas” e “sem base”. Shoshani explicou que o IDF opera de acordo com o direito internacional e diretrizes internas rigorosas que proíbem tal conduta, e que a devolução de corpos a Gaza é coordenada internacionalmente com a ajuda da Cruz Vermelha.
Alex Gandler, porta-voz da embaixada de Israel em Londres, rejeitou firmemente as reivindicações, acusando Corbyn de “requentar conspirações cansadas e vesti-las como ‘verdade corajosa'”. Em uma postagem no X (antigo Twitter), Gandler disse: “Rejeitamos completamente todas as suas alegações. O discurso público sério é substituído por insinuações e calúnias recicladas, incluindo tropos e libelos de sangue. Isso não é liderança. É uma tentativa de métricas de engajamento disfarçada de princípio. A história lembra estadistas. O algoritmo lembra indignação. Ele claramente escolheu seu público.”
Quando contatado para comentário, Corbyn defendeu que as alegações do diretor do hospital al-Shifa devem ser investigadas. Ele disse ao The Jewish Chronicle: “Relatos generalizados de que corpos palestinos foram devolvidos com órgãos faltando devem ser investigados por organizações internacionais independentes, como parte de uma investigação mais ampla sobre a totalidade dos crimes de guerra israelenses em Gaza. Continuarei a chamar por jornalistas e investigadores da CPI [Corte Penal Internacional] serem permitidos em Gaza para que o mundo saiba a verdadeira escala dos horrores cometidos contra o povo palestino.”
Histórico do Hospital al-Shifa
Desde o início da guerra de Israel com o Hamas em Gaza, o Hospital al-Shifa tem sido centro de acusações. O grupo terrorista Hamas foi acusado de usar o hospital para fins nefastos. Em setembro passado, a refém britânica-israelense libertada Emily Damari relatou ter sido levada pelos captores ao al-Shifa, descrevendo-o como não um hospital “civil” como retratado na mídia. Ela viu um corpo morto, sangue no chão, terroristas armados e um médico que se apresentou como “Dr. Hamas”.
Em outro incidente de setembro anterior, o IDF afirmou ter encontrado armas escondidas em travesseiros e camas de pacientes na ala de maternidade, além de no teto e paredes do complexo. Em dezembro, o pai de uma refém assassinada, Noa Marciano – cujo corpo foi encontrado perto do hospital em novembro de 2023 –, disse que sua filha foi morta por um médico no al-Shifa que injetou ar em suas veias, e que a família recebeu um vídeo do assassinato via Telegram.
Sabem o que Corbyn falou sobre o Irã? Nada. Sobre a Guerra da Síria? Nada. Sobre o 7 de Outubro? Aplaudiu.
Por José Roitberg jornalista e pesquisador

