As 10 novas armas usadas no conflito
Todos os lados anunciaram novas e revolucionárias armas para a guerra atual. Já conhecemos 10 novas armas usadas no conflito, mas devem existir outras.
1) Domo de Ferro com software modificado, podendo abater mísseis balísticos no final da trajetória na chegada, de frente, tem dizimado os mísseis balísticos contra Israel na última parte do trajeto deles.
2) Patriot PAC 3M, muito manobrável, com software do Domo de Ferro adaptado, podendo atingir todos os tipos de mísseis balísticos, inclusive hipersônicos. Não há ainda indicação de quantos mísseis hipersônicos este sistema abateu e não devemos imaginar que o Irã só tinha 4 para disparar e os 4 atingiram Tel Aviv, provocando danos moderados, muito menores do que se imaginava.
3) Torpedo americano MK 84, que pela primeira vez foi usado em combate, bastando um para afundar uma fragata iraniana.
4) Sistema antimíssil sul-coreano utilizado pelos EAU que está dando conta do recado e era algo ainda não percebido no cenário militar mundial.
5) Míssil RIM-161 Standard Missile 3 (SM-3): dois foram disparados por um destroier Arleigh Burke americano no Mar Mediterrâneo para abater dois mísseis iranianos de última geração Kohamshar 4 com ogiva de 1,5 toneladas, dirigidos contra a base compartilhada em Turquia e Otan, na localidade de Incirlik, no sul da Turquia. Ambas as interceptações ocorreram fora da atmosfera. O SM-3 pode atingir alvos a até 1.000 km de altitude e custa cerca de 25 milhões de dólares. Na Guerra dos 12 Dias foram utilizados muitos SM-2, com sucesso espetacular. Curioso é a mídia woke publicar “Turquia derruba míssil…” É muito ridículo isso. A detecção e direcionamento de radar nos dois abates foi realizada por uma bateria Patriot PAC-2 (modelo antigo) do exército espanhol que está na defesa da base de Incirlik há 10 anos.
6) Bombardeiros B-52 com mais de 50 anos de fabricação, totalmente repotencializados e digitalizados (eram 100% analógicos), como plataforma de lançamento de mísseis de cruzeiro. Pode levar 12 mísseis, seis sob cada asa e mais 8 mísseis dentro de um “carregador” rotativo (como um tambor de revólver) dentro da aeronave. São 20 mísseis de cruzeiro por missão. O míssil padrão é o AGM-158 JASSM, um míssil stealth (furtivo) com alcance de 320 km e ogiva perfurante de 450 kg. Existe a versão ER com alcance de 920 km. Não foi divulgado o modelo que está sendo empregado. O modelo normal custa 698 mil dólares e o ER custa um milhão de dólares.
8) Lucas, o drone Shahed norte-americano que copiou a engenharia, mas se diz ter IA de combate. A ogiva é de apenas 18 kg (contra 50 kg do Shahed, projetado especificamente para atingir alvos frágeis de infraestrutura, radares e veículos). Seu emprego ainda não está esclarecido. Um analista do Washington Post afirma que centenas foram lançados antes da chegada dos F-35 na primeira onda de ataque, expondo os radares e baterias antiaéreas do Irã, que foram destruídos em seguida.
9) Sistema de designação de alvo por satélite com IA. Este talvez seja o mais interessante em importe e difícil de compreender. Apenas um analista norte-americano publicou. Ele deu tantos detalhes operacionais que é muito provável que de fato exista. Vamos tentar entender.
Um satélite militar geoestacionário sobre o Irã (foi manobrado para ficar ali acompanhando o movimento da Terra) detecta o disparo de um míssil balístico, ou vários. Marca cada lançador como alvo e envia um pacote de dados de ataque para o caça F-35 que estiver mais próximo, já programando o míssil da aeronave para aquele alvo. Se estiver no alcance, o disparo acontece, senão o piloto leva a aeronave até o alcance e dispara. O tempo para a destruição do lançador varia de um a três minutos após o disparo. Caso o veículo lançador se desloque, a IA do satélite o acompanha e atualiza a trajetória do míssil para um impacto preciso.
Isso só funciona com domínio total do espaço aéreo, pois os aviões em patrulha para este tipo de ataque ficam orbitando a grande altitude.
Aparentemente, Israel está usando o mesmo tipo de IA em seu próprio satélite sobre o Líbano, pois o tempo médio de destruição de cada lançador do Hezbollah tem sido de um minuto a um minuto e meio. Ou seja, o lançador só funciona uma única vez e é destruído imediatamente.
10) Um outro satélite americano está posicionado monitorando todas as saídas conhecidas de túneis de cidades de mísseis e direcionando ataques aos caminhões lançadores assim que eles saem dos túneis das montanhas. Existe uma análise de que os EUA fizeram ataque pesadíssimos, com as maiores bombas perfurantes de bunkers, contra todas estas cidades de mísseis subterrâneas e que há milhares de soldados da Guarda Revolucionária presos sem condições de abrirem caminho para sair das áreas dentro das montanhas. Esta é uma análise e não há confirmação.
Por José Roitberg – jornalista e pesquisador
Imagem tirada de vídeo oficial da Força Aérea Norte Americana, mostra o carregamento de um dos quatro suportes com 3 misseis de cruzeiro cada sob as asas de um B-52 que participou de ataque ao Irã. Cada míssil pesa uma tonelada e é impressionante a aeronave poder transportara 6 toneladas de mísseis embaixo de cada asa. Certamente são asas de novo projeto.

