Aumento de tensão na Samaria pode levar a nova Intifada ou pior
Chefe do Comando Central emite alerta sobre aumento de tensão na Samaria. O major-general Avi Bluth, comandante do Comando Central das FDI, advertiu que o crescimento da violência dos colonos na Samaria e Judeia pode levar a uma intensificação e desencadear uma onda de terrorismo palestino. Ele prevê uma nova Intifada.
Em uma reunião de segurança fechada com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outros altos funcionários, Bluth declarou que o terrorismo palestino diminuiu consideravelmente nos últimos dois anos, porém o chamado “crime nacionalista” pode atuar como um estopim. De acordo com o Canal 12, Bluth declarou que as forças israelenses estão sendo continuamente afastadas da luta contra o terrorismo palestino para atender a ocorrências envolvendo colonos.
Bluth, todavia, não levou em conta a decisão já tomada de tirar das FDI as funções de policiamento na Judeia e Samaria, que serão responsabilidade da polícia de Israel. Isso resolve tanto a questão de desviar soldados de suas funções, como exigir que soldados atuem como policiais SEM RECEBER O TREINAMENTO DE POLÍCIA. Os treinamentos, habilidades, cenários e equipamentos para soldados e policiais são diferentes. As leis que eles tem que cumprir são diferentes, tendo a polícia mais liberdade de ação que o exército.
Netanyahu questionou o chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, sobre qual seria a resposta militar caso ocorresse uma escalada em Samaria e Judeia. Zamir teria dito que não estava preparado para apresentar o plano naquela reunião. As autoridades de Defesa explicaram que há um plano de contingência, porém a reunião foi convocada de forma emergencial.
Nos dias recentes, altos oficiais militares emitiram alertas semelhantes. A violência dos colonos tem crescido, ao passo que os ataques palestinos contra israelenses persistem. De acordo com os relatos, poucos suspeitos de ataques de colonos são levados à justiça.
Marretadas com as próprias mãos
Na foto deste artigo, o parlamentar Tzvi Sukkot dando marretadas num memorial aos mártires de uma pequena cidade palestina na Samária. Ele mesmo postou. A ação dele de outros do partido “Sionismo Religioso”, de Bezalel Smotrich, foi filmada e divulgada nas mídias sociais.
Antes de entrarmos nas repercussões, precisamos fazer um comentário. Sukkot agiu mal!!! Ele não conseguiu destruir o memorial!!! Precisa aprender a fazer melhor!!! Não podemos admitir que qualquer judeu considere um ato ilegítimo, tentar botar a baixo um memorial que idolatra cidadãos árabes que mataram judeus, que explodiram judeus!!! O mesmo direito que eles têm de construir uma merda destas, nós temos de colocar a baixo!!! Voltamos ao noticiário normal…
Após danificar um monumento palestino na vila de Madama, que prestava homenagem a terroristas envolvidos no assassinato de judeus, o deputado Tzvi Sukkot foi alvo de críticas de toda a esfera política israelense, incluindo a Coalizão, a qual pertence.
As FDI divulgaram uma declaração contundente, acusando Sukkot e outros de se comportarem de maneira “falsa e manipuladora” e de se beneficiarem da proteção militar. O parlamentar e o grupo dele pediram autorização para visitar duas vilas árabes na Samária, o que só pode ser feito com autorização e acompanhamento militar e foram a Madama, para onde não estavam autorizados. Os soldados, inicialmente nada fizeram para impedir, mas quando reportaram ao comando, por rádio, receberam a ordem de encerrar a “demolição” e tirar o parlamentar e o grupo dele dali.
Yair Golan o chamou de “piromaníaco”, e nós chamamos Yar Golam de _________________ (coloque aqui o temo que mais lhe aprouver). Naftali Bennett o acusou de comprometer a segurança de Israel, e Gadi Eisenkot descreveu sua atitude como “vergonhosa”. A medida recebeu críticas, inclusive do partido de Sukkot. Quer dizer que estes políticos consideram errado destruir memoriais a quem assassina judeus? Políticos do Estado Judeu?
O líder da bancada, Ohad Tal, indagou: “Essa ação foi alinhada com a campanha?” Há alguma estratégia em mente? Ou apenas optamos por cometer suicídio?” Como é? Ofender árabes muçulmanos que matam judeus é suicídio?
Gideon Sa’ar, ministro do Exterior, afirmou que as decisões de segurança devem ser tomadas exclusivamente “pelo Estado e suas autoridades, pelas FDI e pelas forças de segurança”.
Sukkot permaneceu firme em sua posição, declarando que as crianças que crescem vendo assassinos glorificados como heróis são encorajadas a seguir seus passos. Ele afirmou ter solicitado várias vezes às FDI a remoção de monumentos que exaltam terroristas e acrescentou: “Não há espaço para o apoio ao terrorismo no Estado de Israel”.
Mas ainda existe muita condescendência judaica em relação a quem mata judeus, quem quer matar judeus e quem comemora a matança de judeus.
Estamos falando de terroristas de um grupo étnico religioso que quebrou a marretadas PRATICAMENTE TODAS AS FACES esculpidas ao longo de 10.000 anos pela cultura egípcia dos faraós. Que usavam múmias ao invés de madeira numa locomotiva no Egito. Que dinamitaram 58 sinagogas na Judeia e Samaria durante o domínio jordaniano e usaram as lápides judaicas do cemitério do Monte das Oliveiras para fazer pisos de latrinas militares. Que destruíram com tiros de canhão os imensos Budas de Pamian, esculpidos numa montanha, no Afeganistão.
Mas o inaceitável são judeus quebrarem algo deles. Ah, que vão catar caquinhos do que foi quebrado!!!
Por José Roitberg – jornalista e pesquisador

