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Judeus foram alvo de 70% dos crimes de ódio em NY

Judeus foram alvo de 70% dos crimes de ódio registrados em Nova York em julho, segundo dados da polícia. O número de episódios contra a comunidade judaica e outros grupos segue em alta desde que o prefeito Zohran Mamdani assumiu o cargo no início do ano.

De 1º de janeiro de 2026 até agora, o total de crimes de ódio na cidade subiu 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado: passou de 329 para 360 casos. Os crimes confirmados contra judeus cresceram 8,5%, de 189 para 205. A comunidade judaica, que representa cerca de 10% da população da cidade, foi vítima de 57% de todos os crimes de ódio registrados neste ano, de acordo com a NYPD.

Enquanto os episódios contra asiáticos, negros e brancos diminuíram, aumentaram os casos envolvendo hispânicos, muçulmanos e motivações ligadas à orientação sexual e identidade de gênero.

Só em julho, os judeus foram alvo de 23 dos 33 crimes de ódio confirmados na cidade — 70% do total. O número é 53% maior do que o registrado em julho de 2025.

“O trabalho de arrancar o antissemitismo desta cidade vai continuar até que os crimes de ódio acabem de vez”, afirmou Mamdani em coletiva de imprensa. Todavia ele é um dos maiores incentivadores dos ataques aos judeus, sionistas e contra Israel.

A presidente da Câmara Municipal, Julie Menin, que é judia e tem liderado esforços contra o antissemitismo no governo da cidade, declarou: “Continuo profundamente preocupada e muito incomodada com o aumento inaceitável de todos os crimes de ódio, especialmente aqueles dirigidos aos nova-iorquinos judeus.”

Quais são os “esforços” contra o antissemitismo em Nova Iorque? Isso não se sabe! Se existem “esforços” eu número de ataques aumenta, fica claro que não existe esforço algum.

Enquanto isso, tiroteios, assassinatos e outros crimes graves, como roubos e agressões, estão em queda na cidade.

Padrão de longo prazo

Depois de níveis relativamente mais baixos no final dos anos 2010, os crimes de ódio em NYC subiram de forma consistente a partir de 2021. O pico estadual de 2023 (1.089 incidentes em todo o estado de Nova York) foi o mais alto desde que a coleta sistemática começou (por volta de 2000).

Quem é o principal alvo?

Judeus são, de longe, o grupo mais atingido há anos.
Em 2024: cerca de 53% de todos os crimes de ódio em NYC (344 casos).
Em 2025: cerca de 57% (aproximadamente 330 de 576).
Em 2026 (até julho): 57% do total (205 casos), apesar de os judeus representarem cerca de 10% da população da cidade.
Após o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, os crimes antissemitas dobraram em média nos 12 meses seguintes.

Outros grupos:
LGBTQ+ (principalmente homens gays): segundo lugar na maioria dos anos.
Asiáticos: pico em 2021 (durante a pandemia), depois queda.
Negros, hispânicos, muçulmanos e crimes motivados por gênero/orientação sexual: números menores, com variações anuais.

Outros pontos relevantes

Severidade: Crimes antissemitas tendem a ser mais graves (maior proporção de delitos graves/felonies) e têm taxa de prisão mais baixa do que outros tipos de crimes de ódio.
Localização: Manhattan e Brooklyn concentram a maior parte dos casos.
Contexto: Enquanto crimes de ódio sobem ou se mantêm elevados, os crimes graves gerais (homicídios, tiroteios, roubos etc.) têm caído em 2025–2026.
Subnotificação: Especialistas alertam que os números oficiais provavelmente subestimam a realidade, especialmente em casos de assédio e vandalismo.

Infelizmente as estatísticas disponíveis não indicam os perpetradores nem por grupo étnico, nem por filiação política.

As manifestações extremamente antissemitas dos grupos radicais hareidim Satmar e Naturei Karta não fazem parte das estatísticas simplesmente por nunca serem denunciadas à polícia, mesmo que públicas.

Fontes principais: NYPD Hate Crimes reports e dashboard, NYC Open Data, relatórios da Office for the Prevention of Hate Crimes e dados estaduais da DCJS.

Por José Roitberg – jornalista e pesquisador

Imagem – masnifestação pró-palestina antissetmita em NY.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.