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Monstruosidade no palanque: prefeito de NY ataca AIPAC em comício antes das primárias democratas

O tom esquentou de vez na reta final das primárias democratas em Nova York. Na quinta-feira (18 de junho), o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, não poupou palavras ao chamar o Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (AIPAC) e o atual governo de Israel, de “monstros” durante um animado comício em Brooklyn.

AIPAC é o que os antissemitas acusam de ser o “lobby isaelense que controla o governo americano. Qualquer um acredita nisso, porque nenhum artigo ou post vai mostrar que “lobby” político nos EUA é uma atividade legítima e regulamentada. Leia o artigo completo explicando o que são e quantos são os lobbies. Você vai se surpreender com o que não te contaram até hoje.

Ao lado do senador Bernie Sanders, Mamdani subiu ao palco do Kings Theater para pedir votos a candidatos progressistas. E foi direto ao ponto: acusou o principal lobby pró-Israel de gastar “milhões em dinheiro sujo para dividir as pessoas e manter o status quo”. Isso significa: os judeus usam dinheiro ilegal para introduzir divisões na sociedade americana. Só isso. Super antissemita raiz.

E vem de um partido que é anticapitalista, contra Republicanos e Democratas, que quer a revolução marxista nos EUA com o fim da propriedade privada e o fim da polícia! Desta polícia… Pois se um dia estiverem no poder vão implantar sua própria KGB, STASI ou seja lá o que for, não para ir contra o crime, mas contra os democratas e republicanos. O Partido do Socialismo e Liberdade que prega a revolução marxista nos EUA, com a consequente guerra civil divisionária, acusa os judeus americanos de promoverem as divisões da sociedade. Exemplo didático de “acuse-os pelo que fazemos”. Isso é tática de cartilha comunista!

“Os monstros que enfrentamos assumem muitas formas diferentes”, disse ele em um discurso inflamado de cerca de 30 minutos. Para Mamdani, o AIPAC teme tanto a democracia plena quanto “o fim do genocídio e das guerras de Netanyahu”.

### Sanders entra no coro
O veterano senador Bernie Sanders não ficou atrás. Ao tomar a palavra, reforçou as críticas: “O povo americano entende que uma grande parte da nossa horrível política externa é influenciada pelo financiamento do AIPAC”, afirmou.

O evento serviu para impulsionar candidaturas progressistas, como a do ex-controlador Brad Lander (judeu), a deputada estadual Claire Valdez e Darializa Avila Chevalier, ex-organizadora de acampamentos pró-Palestina na Columbia. Mamdani elogiou Valdez por ter chamado o que acontece em Gaza de “genocídio” e organizado atos por cessar-fogo.

Tom mais leve no final

Depois das farpas, Mamdani mudou o tom e apelou para a união. Fez um aceno aos eleitores judeus e destacou o que une os nova-iorquinos: “Seja você frequentador de shul, mesquita, igreja, gurdwara, templo ou ateu, merecemos líderes que tragam esperança, não medo”. E completou com o clássico espírito da cidade: “No fim das contas, somos todos nova-iorquinos e queremos as mesmas coisas”.

E os judeus de esquerda vão continuar votando em Mamdani, simplesmente porque concordam com ele. Agora, Mamdani, muçulmano xiita, estabeleceu a a definição que nunca existiu: existem judeus Democratas, e existem judeus Demoníacos.

Acusar judeus de serem “monstros” não é algo da boca para fora. É fruto de um estudo profundo de marketeiros políticos marxistas nos EUA que encontram uma forma de demonizar, que será difícil de ser considerada imediatamente como forma antissemita, que é. E vai ao encontro do que os aiatolás xiitas afirmam: EUA são o Grande Satã e Israel é o pequeno Satã. E quem vem de Satã, não é um ser humano, é um demônio, um monstro.

O AIPAC preferiu não comentar as declarações. O lobby, que já foi cortejado por políticos de todos os lados, vem enfrentando cada vez mais resistência entre os democratas de esquerda, especialmente em meio ao desgaste com a guerra em Gaza.

O comício aconteceu em um momento delicado: dias depois de autoridades americanas denunciarem planos de ataques contra apoiadores do AIPAC, incluindo uma suposta tentativa de tiroteio em um escritório do grupo na Flórida.

Com as primárias marcadas para esta terça-feira, o embate entre o campo progressista e o lobby pró-Israel promete continuar dando o que falar nas ruas (e nas urnas) de Nova York.

Enquanto isso na Colômbia

O estapafúrdio presidente comunista Gustavo Petro, acusou abertamente os judeus e Israel de interferência nas eleições que deram vitória ao candidato da direita política. Petro afirmou que o software de contagem de votos foi hakeado e que só israelenses sabem como fazer isso. É claro que ele não precisa provar nada do que afirma.

Enquanto isso na Copa do Mundo

Comentarista da TV argelina gritou em alto e bom árabe que a FIFA é controlada pelos sionistas!!! O sujeito vê um jogo da seleção Argentina com uniforme azul e branco e só enxerga os maldosos sionistas. Isso não foi gratuito. Por mais de 50 anos o governo da Argélia é especificamente antissemita, mas como não existem notícias internacionais sobre o país, ninguém percebe. Aproveitaram o palco da Copa para fazer uma acusação bizarra, amplificada pelas mídias de todos os países. Ataque antissemita inteligente, oportunista, bem realizado e com ótimo resultado, para eles.

Por José Roitberg – jornalista e pesquisador

Imagem, foto oficial de divulgação do evento acrescida de comentários.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.