Últimas notíciasIsrael

IDF treinou para uma invasão do tipo 7 de Outubro vinda da Síria

Novos postos militares israelenses na fronteira síria podem ajudar a repelir invasores.

Tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) concluíram na semana passada um grande exercício realizado nas Colinas de Golã e no cume do Monte Hermon, simulando uma resposta defensiva a um ataque em estilo 7 de Outubro vindo da Síria.

Participaram do exercício tropas da 210ª Divisão, incluindo as brigadas 810ª, 474ª e 3ª. O treinamento foi conduzido pelo Centro de Treinamento das Forças Terrestres.

Segundo comunicado do IDF, como parte do exercício, foram convocadas tropas tanto do serviço obrigatório quanto da reserva, que treinaram a transição do estado rotineiro para o estado de emergência, enfrentando cenários extremos que incluíram defesa de comunidades, combate em postos militares e ações ofensivas.

Tropas do Corpo Médico simularam a evacuação de centenas de feridos por terra e ar a partir de zonas de combate e comunidades. Helicópteros da Força Aérea de Israel transportaram tropas, evacuaram feridos e forneceram apoio de fogo em coordenação direta com as forças da divisão.

O exercício foi realizado em cooperação com autoridades locais, departamentos de defesa das comunidades, Serviços de Bombeiros e Resgate de Israel, Magen David Adom e outras entidades de segurança, segundo o comunicado.

Ao noticiar o exercício, o portal de notícias Ynet destacou que dezenas de milhares de terroristas operam em organizações apoiadas pelo Irã em toda a Síria e o Iraque, podendo alcançar as Colinas de Golã em poucas horas.

O exercício avaliou se a atual implantação defensiva na área seria capaz de conter e retardar a invasão até a chegada de reforços.

Também foi analisada a importância dos 9 novos postos militares estabelecidos pelo IDF próximo à fronteira, em território sírio, onde centenas de soldados estão estacionados.

O novo regime sírio está exigindo a retirada do IDF desses postos como condição para retomar o cessar-fogo que esteve em vigor de 1975 até a queda do regime de Assad.

A pergunta que o Comando Norte do IDF procurou responder foi se os soldados nesses postos conseguiriam ganhar tempo valioso para o IDF no caso de uma invasão vinda do norte.

A resposta, segundo o Ynet, foi inequívoca:

“As forças nos novos postos em território sírio nos dão algumas horas para mobilizar reforços, alertar as equipes de defesa das comunidades, fortalecer a proteção da cerca de fronteira e adicionar cada vez mais aeronaves para impedir a invasão,” disseram altos oficiais do IDF.

E o retorno dos cidadãos do Norte de Israel? O que aconteceu?

Esta questão não esá boa e pouco é falada. Durante a guerra contra o Hezbollah, 60.000 civisi foram evacuados das cidades e kibutizm do norte de Israel, principalmente do extremo norte, onde a principal cidade, apesar de bem pequena, é Kiriat Shemona.

Os dados oficiais de sexta-feira, dia 11/jul, quando foi encerrado o subsídio de estadia dos cidadãos nos hotéis em Israel, indicam que apenas 64% das pessoas voltaram para suas comunidades no norte. Isso corresponde a 38.400 habitantes somente. Portanto, o norte está ainda “vazio”.

Ainda segundo os dados oficiais, apenas em Kiriat Shemona, 300 imóveis foram destruídos pelo Hezbollah. Isso não conta os que sofreram danos leves e médios. Esta figura é muito maior do que se imaginava durante a guerra, quando as notícias estavam censuradas.

É possível que boa parte dos que não voltaram esteja sem casas ou tenha perdido seus negócios. Não há qualquer dado divulgado a este respeito ou sobre os imóveis comerciais destruídos. A maior parte dos que retornaram são os que trabalham na área agrícola da região.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.