Geração Z ou Duguinistas? Quem são os terroristas presos pela PF?
Duas notícias absolutamente incomuns no dia 2 de fevereiro. As polícias do RJ e SP fizeram duas operações precisas, com dados levantados pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), e prenderam, em ambas as capitais, membros de um grupo que se intitula “Geração Z” e se organiza pelo Telegram, num grupo virtual com 8.000 membros no Brasil.
Inicialmente, foram presos 4 no Rio de Janeiro e identificados outros 13. Não está claro, neste momento, se são os 12 presos em São Paulo, com idades entre 15 e 30 anos, acusados de planejar um ataque com bombas caseiras e coquetéis molotov na Avenida Paulista, mas é muito provável.
Estava planejado um ataque hoje, dia 2 de fevereiro, contra a Alerj, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Alguns áudios trocados pelos integrantes do grupo determinando o início das “missões” (missões de ataque) já estão na grande mídia.
Segundo a Agência Brasil, as apurações indicam estímulo a ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades e centros políticos, com o objetivo de provocar pânico e desordem social.
Durante o monitoramento, agentes localizaram conteúdos de radicalização e orientações para a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como coquetéis molotov, além de bombas caseiras com objetos metálicos, o que representava risco à população.
Em ambas as notícias há um certo espanto do poder público em não identificar uma ideologia nítida neste grupo. Das 8.000 pessoas, 300 estão no Rio de Janeiro.
O que serão?
Apesar de o Z ser o símbolo dos dugnistas/russos (Alexander Dugin) e existir um grupo já com 13 anos de funcionamento chamado Nova Resistência, fundado no Rio de Janeiro por revisionista do Holocausto de nova geração, por enquanto, é provável que o “Geração Z” seja uma referência direta aos movimentos violentos de rua que aconteceram na Indonésia, Mali, México, Nepal, Sérvia, Bangladesh e Quênia.
Uma das agendas comuns das “gerações Z” é o mau funcionamento das instâncias públicas. Já os dugnistas do Nova Resistência se definem como neo-fascistas, tradicionalistas, anticapitalistas, antiliberais, antiamericanos, anti-LGBT e antissemitas.
O símbolo tradicional dos grupos Geração Z é o símbolo pirata, bandeira Jolly Roger do mangá e desenho animado One Piece. Não se deve confundir “a geração Z”, com os grupos violentos que se denominam “geração Z”.
O Nova Resistência destila seu ódio abertamente num site próprio e qualquer pode ir ao Google e ver por conta própria.
Ainda é muito cedo para entender o que de fato está acontecendo.
Outro caso
O Geração Z não parece estar ligado à prisão, no dia 29 de janeiro, de um jovem de 18 anos de idade, em Bauru, SP. Segundo a PF ele estava confeccionando um colete bomba e planejava um ataque suicida. Não foi divulgado nome, foto ou imagem do colete, apesar deu perfil no insta ter publicado (e apenas ele publicou, não deve ser verdadeiro). A PF divulgou apenas uma foto de vários saquinhos plásticos de encomendas pela internet, abertos e vazios, alinhados sobre uma mesa com a legenda: foi apreendido material para confecção de bombas. Bem, com saquinhos de plástico não dá para fazer bombas…
Por que a PF acredita ser este jovem, membro do Estado Islâmico, ISIS?
Ele estava sob monitoramento desde 2024, “após conexão com um outro suspeito, que foi preso por ser recrutador do Estado Islâmico em uma operação anterior da PF. Naquela época ele ainda era menor de idade, o que influenciou os procedimentos legais iniciais, optando-se por monitoramento em vez de detenção imediata.”
A PF agiu muito bem e muito profissionalmente em todos estes casos mostrados neste artigo.

