VIRADA EXPLOSIVA: Conselho da Paz cede a Netanyahu
VIRADA EXPLOSIVA: Conselho da Paz cede a Netanyahu e muda regras do jogo em Gaza – Hamas pode abandonar tudo!
Em uma reviravolta digna de thriller político, o Conselho da Paz, apoiado pelos Estados Unidos e encarregado de supervisionar o pós-guerra em Gaza, parece ter jogado no lixo suas próprias condições para a retirada das tropas israelenses. Tudo aconteceu após um encontro de alto nível com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, nesta segunda-feira – horas antes de um novo ataque aéreo israelense sacudir o enclave.
Imagem: as FDI vêm construindo uma imensa barreira de terra e areia por trás da Linha Amarela no mapa. As imagens que se tem são muito ruins e vindas através das mídias sociais de um morador de GAZA. Além do monte de areia, a área à frente dele, de onde ela foi escavada, se torna uma vala com uns 3 metros de profundidade. Este tipo de barreira apenas impede o tiro direto de um lado para o outro. A vala, impediria tanques, que o Hamas não tem nem vai ter. Me traz péssimas recordações. Era exatamente assim, a conceptzia da Linha Bar Lev (levando o nome do general herói), erigida na margem israelense do Canal de Suez após 1967. Era considerada intransponível, devido a sua inclinação e por ser “fofa”. Mas anos de permanecer estática a areia foi se compactando, pelo próprio peso e em outubro de 1973, quando o Egito se lançou através do Canal de Suez, sua infantaria não teve qualquer dificuldade em subir a pirambeira de areia, inclusive levando “maletas” que o ocidente ainda não sabia serem mísseis antitanques soviéticos guiados por fios, que destruíram 470 tanques e caminhões blindados israelenses. E para permitir que os tanques passassem, os egípcios abriram o monte de areia usando mangueiras de alta pressão com água do canal. Simples assim.
Israel estava alijado do Conselho de Paz, por sua própria vontade. Agora que está oficialmente dentro, suas cartas colocadas na mesa estão sendo levadas em consideração e mudando o jogo.
Apenas dias atrás, o alto representante Nikolay Mladenov martelava que a retirada das Forças de Defesa de Israel (IDF) deveria avançar “em sincronia perfeita” com o desarmamento do Hamas. Agora? O Conselho afirma categoricamente: a IDF só vai para trás da Linha Amarela depois que o Hamas entregar todas as armas – leves, pesadas e até os túneis.
“Contrariando relatos imprecisos, esclarecemos que a retirada da IDF além da Linha Amarela só ocorrerá quando o desarmamento estiver completo, conforme o Hamas se comprometeu com os mediadores. Isso vale para armas leves, pesadas e os túneis”, declarou o Conselho em nota oficial, confirmando o encontro entre Mladenov, o assessor sênior Aryeh Lightstone e Netanyahu.
A Linha Amarela, traçada no cessar-fogo de outubro de 2025, dividia Gaza entre zonas de controle israelense e do Hamas. Desde então, a IDF avançou e já domina mais de 60% do território. Israel deveria, segundo o plano anunciado na semana passada, recuar inicialmente até essa linha. Mas a declaração de segunda-feira não menciona isso.
Pior: uma versão anterior do comunicado falava em “retirada total da IDF”, sugerindo que parte das tropas poderia sair antes do fim do processo. Minutos depois da publicação, a palavra “total” simplesmente… sumiu.
A mudança cheira a pressão. Funcionários de Jerusalém insistiam que nenhuma retirada ocorreria antes do desarmamento completo do Hamas. O Conselho, para conquistar Israel, parece ter suavizado o plano – e agora corre o risco de perder o próprio Hamas, que só aceitou a sequência original.
No mesmo comunicado, o Conselho tentou soar conciliador: “O objetivo é claro e não está em questão: o desarmamento completo das armas na Faixa e a transição do governo das armas para a governança civil. Alcançá-lo será um processo.” E acrescentou que o progresso depende de cada lado cumprir suas obrigações.
Mas Netanyahu não deu trégua. Segundo o Israel Hayom, ele avisou Mladenov de cara: Israel não vai cessar o fogo nem recuar da Linha Amarela enquanto o Hamas continuar sendo uma ameaça. Jerusalém ainda entregou uma lista de reservas ao plano – reclamando que não participou das negociações no Cairo e discorda da presença de representantes do Catar e da Turquia no comitê de verificação. Ambos os países abrigam líderes do Hamas, e as relações de Ancara com Israel despencaram após o 7 de outubro.
Israel também rejeita a ideia de apenas “armazenar” as armas do Hamas. Quer destruição total.
Mladenov, por sua vez, baixou o tom: “Foi um longo dia em Jerusalém. Este é o início da fase difícil, e eu nunca finjo o contrário. Quase nada do que fazemos agora é dramático. É um trabalho lento, árduo e técnico.”
Enquanto isso, uma delegação do Conselho já briefava assessores do Congresso americano, de ambos os partidos, prometendo avançar paz, segurança e reconstrução em Gaza.
O Hamas vem insistindo muito para que Israel pare de matar seus membros, numa inversão do lema da “inundação de Al Aqsa”, que nunca foi inundar Jerusalém com árabes de Gaza, mas inundar o Paraíso almas de árabes do Hamas! “Vitória ou Martírio”, mudou para “parem de nos matar”. Por que isso? Simplesmente porque no último mês um grande número de comandantes do equivalente a companhias e pelotões militares, que invadiram Israel em 7 de outubro para massacrar judeus e todos os outros que encontrassem pela frente, estão sendo eliminados um a um. Por vezes, mais de um no mesmo ataque.
Estas lideranças estavam preservadas ao longo de dois anos de guerra, talvez como prêmio pela barbárie que cometeram, mas agora respondem à promessa de Bibi: vamos caça-los onde estiverem.
O relógio está correndo. A trégua frágil balança. E Gaza, mais uma vez, pode voltar a arder. O lado mais forte tem que se impor e o lado mais forte é Israel.
Por José Roitberg – jornalista e pesquisador

