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Neve Shalom e Limasol, dois ataques antissemitas

Dois novos ataques antissemitas, um com vítima e outro com muita hostilização.

Em Limassol, Chipre, um jovem turista israelense foi vítima de um ataque brutal na noite passada. Ele estava ao telefone, falando em hebraico, quando jovens locais o reconheceram e começaram a agredi-lo verbalmente. A situação escalou e o turista foi espancado até perder a consciência. A lesão foi grave e ele perdeu o olho esquerdo. Ele foi hospitalizado e está em estado estável.

Limassol se tornou para os israelenses como Teresópolis e Santos eram para judeus cariocas e paulistas.

O ódio aos judeus, agressões e violência excessiva tendem a aumentar em 2026, segundo todas as análises.

Enquanto isso, em Istambul, capital da Turquia, a manifestação de um punhadinho de radicais muçulmanos pró-Palestina tentou interromper o acendimento de velas de Chanucá na sinagoga Neve Shalom, mas não conseguiu.

Os gritos são OS MESMOS ouvidos dias atrás em Nova Iorque: não queremos sionistas aqui, fora sionistas. Isto é simplesmente “fora judeus”, que vivem na Turquia há mais de 2.000 anos.

Este nome te parece conhecido? Sim, foi lá mesmo. 3 ataques terroristas.

Em 6 de setembro de 1986: dois terroristas entraram no local durante um casamento e mataram 22 judeus com granadas e metralhadoras. Autoria do grupo terrorista palestino Abu Nidal.

Em 1º de março de 1992: uma bomba explodiu do lado de fora do edifício, sem vítimas fatais, atribuída a grupos extremistas locais.

Em 15 de novembro de 2003: um carro-bomba atacou a sinagoga (junto com outra, Beth Israel), matando 25 judeus no total, atribuído à Al-Qaeda.

Estima-se que cerca de 14.300 judeus vivam na Turquia em 2024. A maioria reside em Istambul e é de origem sefardita.

Neve Shalom significa Oasis da Paz, mas isso acabou em 1986.

José Roitberg

José Roitberg é um jornalista brasileiro e pesquisador em história, formado em Filosofia do Ensino sobre o Holocausto, pelo Yad Vashem de Jerusalém.